segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Por que os gatos ronronam?

Especialistas em felinos explicam que os gatos ronroram para manifestar prazer, dor, submissão e até medo.
Os gatos ronronam quando estão à vontade e confortáveis

Assim como os cachorros, que por meio do seu latido e rosnados comunicam diversas mensagens importantes para sua matilha, o ronronado também exerce papel semelhante. Essa foi a constatação do veterinário Bruce Floge, autor do livro The Cat’s Mind, que contou ao site Pet Place quais são algumas das aplicações do ronronado.

Segundo o especialista a principal delas é estabelecer comunicação entre o filhote e sua mãe durante a amamentação. Isso porque no processo, é impossível mamar e miar ao mesmo tempo. Já a partir do segundo dia de vida do gatinho é possível ronronar e mamar sem que haja ruído na “conversa”.

Existem uma série de teorias que explicam como o ronronado acontece. Uma delas diz que o processo envolve a ativação dos nervos dentro da caixa de voz. Estes sinais nervosos causam a vibração das cordas vocais enquanto que o diafragma atua como uma bomba, empurrando o ar dentro e fora das cordas vibrantes, criando assim um zumbido musical.

Além dessa parte mecânica, em seu livro Feline Husbandry, o veterinário Neils C. Pederson defende que o ronronado começa com um sinal do sistema nervoso, o que significa que a atitude é voluntária, ou seja, o gato ronrona quando quer.

Uma pesquisa recente revelou ainda que o ronronado está relacionado à liberação de endorfina no cérebro. Uma vez que a substância é liberada tanto em situações de prazer quanto nas de dor e nervoso, isso explica porque os gatos ronronam em ambas as situações.

Interpretando os ronronados
Vale lembrar ainda que além dos gatos domésticos, felinos selvagens como pumas e leões da montanha também são capazes de ronronar pelos mesmos motivos. Outro ponto importante revelado pelos especialista é que o significado do ronronado muda ao longo do tempo.
Quando mais velhos, o som pode indicar conforto e prazer, mas também pode indicar animais assustados ou até doentes. Não é incomum também gatos que quando estão perto da morte ronronarem. Segundo os veterinários o quadro equivale a ansiedade ou estado de euforia antes da morte comum em muitos seres humanos em fase terminal.

Em um grupo de gatos que passam por uma situação de estresse muito grande também há a presença do ronronado. Nesse sentido a atitude equivale a tentativa de um confortar o outro, da mesma forma que os humanos fazem ao cantar para as crianças antes de dormir.

Já os gatos solitários e assustados podem ronronar para indicar que não têm más intenções e que não oferecem risco aos demais. O ronronado pode significar ainda que o bichano deseja se aproximar para interagir e brincar com os outros colegas.

Como cuidar de cães recém-nascidos

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No artigo anterior falei sobre como cuidar de cães velhinhos e o que fazer quando eles morrem. Pois bem, não é só no dicionário que a morte vem antes da vida. Mas a vida continua. Hoje é a vez de falarmos dos caninos quando chegam ao mundo, especialmente se precisarem de ajuda humana.

Primeiro, o mais urgente:
um guia geral de como recolher e cuidar dos peludinhos que aparecem em nosso caminho, abandonados na rua, cabendo a nós a função de pai e mãe. Em seguida, não custa nada - pelo contrário, é até bom
- darmos uma assessoria às ninhadas caninas que tivermos no aconchego do lar, especialmente se forem muitos filhotes.

Filhotes encontrados na rua
Para começar, uma ligeira cronologia. O período mais crítico são as primeiras quatro semanas de vida do bicho: ele perde o cordão umbilical por volta do terceiro dia de vida, abre os olhos entre dez dias a duas semanas, ganha os primeiros dentinhos em 30 a 40 dias. E precisa de alimentação a cada duas horas na primeira semana de vida, caindo para três horas nas duas semanas seguintes e quatro na quarta semana.
(Isso mesmo, dormir para quê?
Mas, tal como com nossas crias humanas, perder sono é um preço pequeno a pagar pelos resultados.)

Como lembrei em outro artigo, o crescimento dos caninos não é linear como o dos humanos: os peludos ficam adultos em um ano, e na primeira infância seu peso chega a aumentar 10% ao dia! Daí eles precisarem se alimentar muito bem, e com frequência, nas primeiras semanas de vida.
Se o filhote for realmente pequetitico, a primeira coisa a fazer é o teste de sucção, colocando-lhe um dedo na boca para ele "mamar". Caso ele não mame, poderá estar debilitado a ponto de necessitar alimentação intravenosa. Corra então ao veterinário - e aproveite para verificar se o bicho não tem alguma fratura ou problema de pele.

Providencie também itens como muitas toalhas grandes e pequenas, termômetros portáteis e de parede (para medir as temperaturas do bicho e do ambiente), fio dental, uma balança pequena, seringas sem agulha, muitos jornais velhos (para o bicho usar como banheiro) e muitos sacos para lixo. Fique de olho em sintomas como desidratação, diarreia, vômitos, choro contínuo e pouco aumento de peso; em caso de dúvida, procure o veterinário.

Ah, sim:
banho só a partir dos dois meses de idade, quando o sistema imunológico do canino contra afecções de pele já estiver desenvolvido. Antes disso, limpe o bichinho com uma toalha ou pano embebido em soro fisiológico; para o ânus e genitais, algodão com água morna; e, para limpar os olhos, solução de ácido bórico.

E o que o cão vai papar?
Mais uma comparação com seres humanos: o ideal nas primeiras semanas de vida é leite materno.
Se você tiver uma cadela adulta em casa, ela será uma excelente mãe adotiva para amamentar o peludinho

- além de cuidar dele, mantendo

-o limpo e aquecido (sempre me lembro de um editor com quem trabalhei e que saudou meu primeiro livro dizendo "vamos lamber a cria!"). Caso não tenha, evite leite de vaca integral e use leite desnatado morno. Dê-lhe leite na mamadeira até três semanas de vida, trocando então por papinha (especial para cães ou ração amolecida com água morna), substituindo a mamadeira aos poucos; na quinta semana ele já poderá

- e deverá - entrar na ração seca normal para cães.

Atenção:
lembre-se de que cão também é gente, mas nem tanto: nem pense em tratar seu bebê como humano a ponto de dar-lhe mamadeira colocando-o de barriga para cima, pois cão nasceu para se alimentar de barriga para baixo, de modo que o alimento não lhe invada os pulmões causando pneumonia ou até morte por asfixia.

Pode-se reforçar a mamadeira do filhote, com uma receita que li na Cães & Cia.:

200ml de leite com lactose, 50g de creme de leite, meia colher de manteiga e uma gema de ovo cru. Nham!

A passagem para a alimentação sólida irá coincidir com a primeira vermifugação; as vacinas esperam mais um pouco, aos 45 dias de vida. O quartinho do nenê peludo deve ser bem ventilado, porém sem correntes de ar;

para a hora de nanar, vai bem um cobertor térmico ou bolsa de água quente, com temperatura de aproximadamente 30 graus na primeira semana de vida e 24 graus até a quinta semana. Se você precisar usar estufa ou incubadora, não se esqueça de uma bacia de água para manter o ar suficientemente úmido.

Filhotes nascidos em casaAí fica mais fácil, mas é ideal ter à mão a parafernália que mencionei acima: toalhas, balança, jornais velhos, seringas e tudo o mais. E veja só: à medida que a mãe for tendo contrações para dar à luz, coloque os recém-nascidos de volta junto com ela, pois cuidar dos recém-nascidos relaxa a cadela e estimula as contrações para nascimento dos filhotes restantes.

Quando o trabalho de parto tiver terminado, dê à mamãe canina uma tigela de leite (pode ser também leite condensado e água com uma gema de ovo), como prêmio, carinho e estímulo para ela produzir mais leite.

Alguns filhotes nascem silenciosos demais e podem precisar do equivalente ao tapa no bumbum dos bebês humanos: uma boa esfregada com uma toalha rugosa ou mergulhos rápidos alternados em bacias de água fria e quente (só até o pescoço do peludo!) até ele começar a respirar normalmente, enxugando-o em seguida.

Caso não haja tempo de encher bacias (cada segundo conta para "trazer à vida" um filhote!), abra as torneiras de água quente e fria. Se isso não funcionar, respiração artificial pode resolver: coloque o cão deitado de costas, puxe-lhe a língua para fora e sopre suavemente em sua boca enquanto massageia seu peito; isto pode levar até vinte minutos. Caso o filhote esteja "entupido" de muco, use a seringa para removê-lo.

Pode acontecer de a mãe rejeitar um dos filhotes, por sentir que há algo errado com ele ou simplesmente por ele ser menos quentinho que os outros; experimente então aquecê-lo um pouco com um cobertor ou bolsa de água quente e devolvê-lo à mãe.

Ah, sim: evite que muita gente fique bulindo demais com o bichinho, para ele não se incomodar nem contrair doenças. Enfim, uma das melhores coisas da vida é tratar e salvar entes queridos, inclusive cães de estimação, especialmente na situação e idade em que eles mais precisarem. E, como diz aquele samba em que Billy Blanco brinca com o famoso poema de Coelho Neto sobre a maternidade, "é prova de juízo a gente por vontade padecer no paraíso".

Cão e cadela são coroados 'rei' e 'rainha' de desfile em Nova Orleans

'Casal real' vai participar do desfile 'Krewe of Barkus'.
Desfile é uma das atrações do carnaval de Nova Orleans.
Um cão e uma cadela foram coroados 'rei' e 'rainha', nesta sexta-feira (25), em Nova Orleans, nos EUA. O 'casal real' vai participar no domingo do desfile 'Krewe of Barkus', uma das atrações do carnaval da cidade americana, no qual os donos desfilam com seus animais de estimação. (Foto: Gerald Herbert/AP)

Britânica leva susto após descobrir que cão comeu seu anel de diamantes

Veterinários tiveram que realizar uma cirurgia para retirar a joia.Casal descobriu que cão tinha engolido o anel com detector de metais.
A britânica Karen Woolley estava com dificuldades para encontrar seu anel de diamantes e teve uma surpresa quando descobriu que seu cão de estimação havia engolido a joia, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".
Raio-X mostrou que o anel de diamantes estava no estômago do cão.
(Foto: Reprodução/Daily Mail)

Karen e seu marido Steve suspeitaram do cão chamado "Barney", de três meses, depois de procurarem em todos os lugares e não acharem o anel. O casal descobriu que "Barney" havia engolido a joia após passar um detector de metais no animal.
Karen levou o cachorro a uma clínica veterinária, e o raio-X mostrou que o anel de diamantes estava em seu estômago. Os veterinários tiveram que realizar uma cirurgia para retirar a joia.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gatos buscam por alimentação semelhante à que tinham na natureza

Estudo americano revelou ainda que os felinos conseguem regular as quantidades de proteína, gordura e carboidratos que consomem.
Mesmo depois de domesticados, os gatos ainda selecionam uma dieta nutricionalmente semelhante à sua presa natural
Crédito: Flickr/ CC – formact
Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Waltham, maior autoridade mundial no cuidado e nutrição de animais de estimação, revelou uma importante característica sobre os felinos domésticos. Quando lhes é dada a opção, os gatos selecionam alimentos nutricionalmente semelhantes às suas presas naturais, como ratos e pássaros.

Os cientistas descobriram ainda que os gatos de estimação saudáveis regulam a quantidade de proteína, gordura e carboidrato que consomem. “Esses achados marcam uma importante etapa no campo da nutrição animal e estende consideravelmente a compreensão do comportamento alimentar de gatos de estimação”, explica o Dr. Adrian Hewson-Hughes, principal autor do estudo.

Em uma série de estudos conduzidos em um período de dois anos, os pesquisadores comprovaram que os gatos têm uma meta de ingestão diária que equivale a aproximadamente 52% de calorias em proteínas, 36% em gorduras e 12% em carboidratos. “Esta é uma descoberta fascinante e estamos intrigados com o porquê de os gatos terem essa capacidade”, comentou o Dr. Hewson-Hughes.

A expectativa é que a pesquisa possa auxiliar no desenvolvimento de alimentos otimizados que atendam às necessidades específicas de gatos. Entre os produtos atualmente disponíveis no mercado, os alimentos úmidos têm, em geral, mais altos teores de proteína e mais baixos teores de carboidrato, além de níveis semelhantes àqueles que os gatos deram preferência. Já os alimentos secos oferecem variedade na textura, além de poderem beneficiar a saúde bucal.

Com as descobertas, o Centro de Pesquisas Waltham pretende dedicar-se à compreensão da seleção desses principais nutrientes em outros estágios de vida dos gatos, como gestação e lactação.

Mascotes resgatados no RJ viram modelos no Vira Lata Fashion Week

Eventos reúnen feira de adoção e desfiles
para ajudar animais vítimas da enchente.

Divulgação


Ajude os mascotes a arrumarem um novo lar.
Adote!

Os animais resgatados nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto poderão encontrar um novo lar. Os bichos ficaram sem seus donos depois de se perderem nas enchentes que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no início do ano.

No sábado (26), a ONG Anida e o pet shop Dr. Pet, em parceria com o projeto Pêlo Próximo, conhecido no Rio de Janeiro por realizar um trabalho filantrópico de pet terapia, se encarregará em realizar uma campanha de adoção de animais resgatados por voluntários e tratados pelo Instituto IBBMA.

Para adotar um amigo, os interessados deverão comparecer ao local entre 10h e 16h com um comprovante de residência e um documento de identificação, além de assinar um termo de responsabilidade.

Pets na passarelaNo domingo (27) os mascotes vítimas da enchente vão se transformar em modelos na passarela da moda do mundo animal. O 1º Vira Lata Fashion Week promete animar o fim de semana.Além do desfile, os visitantes poderão receber dicas educativas de grupos de direitos e proteção aos animais.

O evento premiará os pets com troféu, medalhas e uma cesta com produtos específicos para os mascotes. Serviço:

Adoção Local: Rua Almirante Gonçalves,4, loja A

Dia: 26/02/2011

Horário: 10h às 16h1°Vira Lata Fashion Week

Local: Academia Magarça em Guaratiba, zona oeste do Rio

Dia: 27/02/2011 Hora: 16h às 18h

Curiosidades sobre os Cães

Será que são mesmo carnívoros?

Os cães são classificados como carnívoros, assim como os lobos e tigres, caracterizados pela necessidade de comer grandes quantidades de nutrientes de origem animal como vísceras, carne e ovos. Isto está intimamente associado às várias características comportamentais, anatômicas e fisiológicas herdadas dos seus ancestrais como:

Glândulas odoríferas – importante na comunicação social e hierarquia dentro da matilha;

Comunicação corporal – os cães têm um sofisticado sistema de linguagem corporal como, por exemplo: orelhas de pé que é um sinal de alerta e posicionamento do rabo entre as pernas que pode indicar medo;

Pernas traseiras semi-rígidas – característica de caçador, pois necessitam de arranque e flexibilidade;

Audição apurada – mais uma característica de caçador, pois necessita de uma audição apurada, tanto para perceber a presença da presa, quanto para localizar aproximação de predadores maiores;

Dentição – os dentes dos cães são totalmente adaptados para capturar, segurar e rasgar a presa;
Pés compactos – almofadas nas patas (coxins), dedos agrupados e garras expostas são também outras características de caçadores;


Olhos frontais – para melhor focalização da presa. Observe que herbívoros (normalmente presa dos carnívoros) têm olhos mais laterais quando comparados como os carnívoros, pois aqueles necessitam ter uma visão melhor do ambiente para não serem atacados;

Preferência por proteínas animais – certamente os alimentos com maiores quantidades de proteína animal são muito mais atrativos;

Portanto, não resta dúvida de que os cães preservam a grande maioria das características dos seus ancestrais carnívoros caçadores.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

“Doença e morte de animais podem causar depressão”

Os animais de estimação são parte da família moderna. Recebem atenção e mimos, entram em casa, dormem muitas vezes na cama dos donos e recebem tratamento igual ao dado às pessoas.
Assim, não é de se estranhar que a morte de um pet seja sentida com a mesma tristeza que a partida de um amigo próximo.

Um estudo da Universidade de Michigan-Flint analisou como 174 adultos que perderam um cão ou gato reagiram à morte do pet.
Os resultados mostram que 85,7% dos donos apresentaram ao menos um sintoma de luto nos momentos iniciais.
Após seis meses, a dor ainda era sentida por 35,1% dos adultos, e mesmo depois de um ano 22,4% das pessoas ainda sentiam os efeitos da partida.
Os autores da pesquisa alertam que a perda de animais de estimação deveria receber atenção clínica, especialmente se a pessoa era muito apegada ao bichinho.

“A depressão após a perda de um animal de estimação pode acontecer, sobretudo com crianças e idosos”, afirma Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira.
No caso das crianças, a falta de compreensão sobre a morte costuma gerar confusão e nervosismo.
Já para os idosos, que têm muitas vezes os pets como verdadeiras companhias, a perda do animal pode resultar em um quadro severo de tristeza e ansiedade.

“Por isso oferecemos no hospital o serviço gratuito de acompanhamento psicológico para os donos de animais em estado crítico”, diz Mário. A psicóloga é acionada sempre que os veterinários que atendem o caso desconfiam que a pessoa precisa de suporte.
Por meio de conversas, a psicóloga explica que muitas pessoas passam por isso, e ajuda o dono a lidar com o luto. Também é discutida a possibilidade de adquirir um novo animal, ou esperar um tempo para preservar a memória do companheiro falecido.

Nos casos de animais que passam por tratamentos severos como a quimioterapia, cabe ao profissional garantir que o dono terá condições emocionais de lidar com a própria dor, para cuidar do pet da forma adequada.
“O animal precisa de um dono saudável para cuidar dele, dar a medicação e reportar os sintomas observados aos veterinários, afirma o diretor.
Afinal, na saúde e na doença, o proprietário é responsável por seu melhor amigo.

DICAS E CUIDADOS PARA RESGATAR CÃES E GATOS DE RUA

Tem gente que não consegue ver um animal abandonado na rua, com cara de perdido e corpo de esfomeado.

A pessoa fica com tanta pena que coloca o bicho no carro e leva pra casa, com a intenção de achar um novo lar para ele.

José Rodrigues Xavier de Oliveira era desse tipo de gente, e chegou a ter 68 animais na chácara em que vivia.

“O engraçado é que ele nunca teve cachorro até se aposentar”, conta seu filho, o jornalista Alex Xavier. O primeiro cão adotado surgiu de uma forma inusitada.

Um dia a polícia cercou o sítio vizinho ao de José, em Itatiba, no interior de São Paulo. Para o seu espanto, lá morava um traficante. Após a sua prisão, os três cães do criminoso foram deixados pra trás.

Por um tempo, José pulou o muro para alimentar os animais, mas logo se cansou do exercício e resolveu adotar os pets.

Em pouco tempo o aposentado pegou gosto pela coisa e formou um verdadeiro abrigo para animais.

Quando José morreu, deixou saudades em 40 cães, todos saudáveis e bem tratados.

Mas agora o seu filho, o jornalista Alex Xavier, precisa encontrar uma casa para todos os pets, pois a chácara é alugada, e deve ser desocupada.

Os desfechos complicados para resgates de cães infelizmente não são raros.

Todos os meses, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo recebe o pedido de ajuda de pessoas que adotaram muitos animais mas não conseguem mais cuidar deles, seja por questões financeiras ou imprevistos na vida, como uma mudança de cidade.

“Muitas das pessoas que recolhem animais nas ruas acabam virando colecionadoras”, conta a veterinária Mônica Almeida, coordenadora do canil do CCZ.

Embora a lei estabeleça que em residências urbanas são permitidos apenas 10 animais (somando cães e gatos), Mônica já recebeu denúncias de pessoas com 120 bichos em uma única casa.

Mesmo quem possui poucos pets deve tomar cuidado ao resgatar um cão ou gato de rua. “A primeira coisa a se pensar é que você não sabe a origem do animal”, afirma Mônica. “É importante separá-lo dos outros bichos até avaliar o seu estado de saúde. Também é preciso vaciná-lo e desvermifugá-lo”.

Os gastos com a saúde do animal são os principais vilões para quem resgata pets de rua. Por isso, contar com uma ONG de apoio é uma ótima medida. “Muitas ONGs têm estrutura para ajudar a cuidar dos animais abandonados”, conta Rafael Rodrigues Miranda, fundador da Cão Sem Dono, que abriga cerca de 200 cachorros, e proporciona muitas adoções.

A organização oferece castração e vermifugação gratuitas para animais recolhidos e abrigados por voluntários, e ainda consegue descontos para as principais vacinas. “Além disso, ajudamos a divulgar os animais recolhidos, para que eles encontrem um novo dono”, diz Rafael.

Com ferramentas como a internet e as feiras de adoção, a ONG consegue muitos finais felizes para os pets que foram tirados da rua por pessoas de coração mole como o José.

Você já adotou algum animal? Conte para a gente!

Sociabilização Felina


Por Equipe Cão Cidadão

A sociabilização é um assunto em alta nos artigos sobre cães. No entanto, também é algo muito importante no desenvolvimento dos gatos. Embora não seja o único fator que determinará se o bichano será ou não mais amigável quando se tornar adulto, o procedimento contribui bastante para isso. Mesmo um filhote brincalhão e corajoso, pode se tornar medroso se não for bem sociabilizado com várias pessoas, com outros gatos e animais de outras espécies, por exemplo.

Período de sociabilização
Como vocês já leram aqui no blog, assim com os cães, existe um período mais propício para realizar a sociabilização, e no caso dos felinos se inicia na segunda de vida e se estende até apenas até a sétima semana. Durante esse período as relações sociais são formadas de forma mais fácil e rápida. As brincadeiras com outros animais também começam nesta época, antes do interesse por brincadeiras com objetos. Após este período a sociabilização pode continuar sendo feita e as relações sociais podem ser formadas, porém, cada vez de modo mais lento e envolvendo um trabalho muito maior de aproximação.


Outros fatores
Mas tenha em mente que, mesmo uma intensa sociabilização do filhote, não há uma garantia de que o comportamento do adulto será amistoso, pois isso pode variar muito devido a fatores genéticos, maternos, manipulação precoce e as próprias experiências do gato. A sociabilização é um dos fatores de um conjunto que contribui para que o gato se sinta confiante e mais amigável em suas relações sociais.


A reação da mãe na presença de estranhos, por exemplo, também influencia o comportamento dos gatinhos. Filhotes de mães subnutridas podem apresentar déficits no crescimento de algumas regiões cerebrais, atrasos no desenvolvimento, redução na capacidade de aprendizado, comportamento anti-social com outros gatos, medo excessivo e agressividade. E muitas dessas alterações não aparecem no filhote, mas quando o bichano já é adulto.

A separação precoce do filhote de sua mãe também acarreta problemas como medo de pessoas e outros animais, reativo a novos estímulos e dificuldade de aprendizado.
Já a manipulação precoce dos filhotes por várias pessoas melhora as relações sociais entre ambos e acelera o desenvolvimento físico e do sistema nervoso dos felinos. Os gatinhos pegos e levemente tocados todos os dias abrem os olhos mais rápido, exploram o ambiente mais cedo e têm menos medo de pessoas.


Os riscos
Entre duas e sete semanas, o gatinho passará pelo desmame, tomará vermífugo e vacinas. Diferente dos cães nem todas as principais viroses felinas são prevenidas pela vacinação e mesmo um gato vacinado corre risco de contraí-las.


O risco da sociabilização do filhote com outros gatos saudáveis e vermifugados que vivem apenas dentro de casa é pequeno. Muito menor do que a decisão de deixar o gato ter acesso a rua entrando em contato com outros bichanos.

O contato gradativo com animais de outras espécies, como cães e com pessoas não traz muitos riscos. Mas lembre-se da segurança para que ambos os bichos machuquem. Aqui no blog você encontra vídeos e outros artigos com dicas para fazer esta apresentação.
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Texto Claudia Terzian (adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão)

Revisão Alex Candido

Veja os cuidados com os felinos no verão

O gato tem uma temperatura corporal mais alta que a do humano, pois normalmente pode chegar a 39,2.

Mesmo assim, os bichanos também sentem calor, e quando o dia está quente demais para eles, os bichos ficam menos ativos e podem até parar de comer. Por isso, alguns cuidados são necessários com os gatos na estação mais quente.

Gatos de pelos longos podem ser tosados para aliviar o calor. É possível fazer somente a tosa no ventre e higiênica, o que já ajuda, ou tosar por igual.

Quando o pelo é tosado por igual, em em dois ou três meses o pelo volta a ficar longo, de acordo com a veterinária Luciana Deschamps, especialista em felinos.

Esses animais devem ser incentivados a beber água, principalmente com o calor, pois os gatos têm uma tendência a ter problemas renais. A veterinária Luciana conta que 40% dos felinos morrem por insuficiência renal.

Para incentivá-los a beber água, mantenha o pote sempre fresco, prefira potes de barro, e também coloque alguma fonte pela casa, pois há gatos que gostam de beber água em movimento, como em torneiras.

O veterinário da USP Archivaldo Reche Júnior acrescenta também que bichanos preferem beber água em recipientes maiores. “Ofereça em vasilhas com mais de 40 cm de diâmetro”, ensina.


Thinkstock

Só gato de pelos muito longos, e cuja pelagem faz nó, pode tomar banho.

Os de pelo longo que se deixam ser escovados não precisam, e a limpeza com língua que eles mesmos fazem já basta, como explica a especialista. “Eles têm enzimas na língua que fazem remoção de pó de bactérias”.

Ela adverte porém, que eles devem ser escovados uma vez ao dia para remover os pelos que caem.O professor da USP lembra o quão traumático pode ser um banho a um gato. “Estressa os bichos.

Com o banho, o gato perde o cheiro que é sua identidade.
Por isso, ele tende a se lamber compulsivamente, para voltar a ter o cheiro de antes.

Recomendamos apenas os banhos terapêuticos, com sabonetes ou xampus medicinais, quando o gato tem alguma doença dermatológica”, completa.

No calor, assim como os humanos, gatos também podem comer menos. Para incentivá-lo, mantenha a ração fresca e crocante.

E para ajudar a evitar problemas renais, respeite as indicações das rações para felinos, de acordo com a idade do bicho.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saiba como socorrer animais em apuros.

Veterinários ensinam dicas para diferentes casos de acidentes.

Animais acidentados não devem ser tocados por leigos.
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É muito importante ficar ligado nos lugares em que seu pet anda enfiando o focinho. Muitas vezes, a curiosidade pode terminar mal. Animais bagunceiros engolem moedas e brinquedos e até bebem produtos de limpeza. O quintal de casa e o potinho da ração e da água não são suficientes para aqueles que gostam mesmo é de aprontar.
São muitos e bem diferentes os exemplos de acidentes. Segundo a veterinária Tamara Leite Cortez, do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade de São Paulo, caso um animal caia em um bueiro, é possível acionadar a instituição ou o Corpo de Bombeiros para resgatá-lo. Mas a obrigação legal de providenciar tratamento fica com o proprietário do bicho.
É importante lembrar que as pessoas não devem mexer em animais estranhos que estejam machucados, pois podem ser mordidas ou arranhadas. O CCZ realiza a remoção de animais atropelados - e também dos doentes em estado terminal - encontrados em vias públicas. Isso ocorre quando é constatado que a vítima (cão, gato, cavalo, boi, cabra, ovelha, porco, entre outros) está em sofrimento.
A entidade não realiza atendimento veterinário e não recolhe animais que estejam doentes para tratamento. Nesses casos, os responsáveis devem procurar um especialista, conforme a Lei 13.131/01.

Socorro de um comilão
Nos casos de envenenamento por produtos de limpeza, não é uma boa ideia provocar o vômito. Ao ser engolido, o produto queima a mucosa que recobre alguns órgãos do aparelho digestivo, por isso, se o bicho devolvê-lo pela boca, a queimadura será em dobro.Ainda assim, o bicho corre o risco de aspirar o produto e tornar o problema mais complicado, pois toda a química pode se alojar no pulmão. O mais aconselhável, segundo o professor Luiz Henrique Araújo Machado, do conselho de medicina veterinária da Unesp (Universidade Estadual Paulista),é correr com o bicho para o veterinário.
Quando a mascote engolir um corpo estranho, como uma moeda ou um brinquedo, nada de pânico. Espere para saber se ele continua bem. Caso o bicho não reclame, a opção é levá-lo ao veterinário para avaliar qual foi o objeto engolido e qual o melhor modo para tirá-lo (cirúrgico ou pelo trânsito normal do organismo).

Segundo o Machado, o grande problema é quando o objeto fica travado na traqueia.

- Vale tentar, imediatamente, apertar o tórax do animal para que o ar saia do pulmão de uma vez só. Isso ajuda a expelir qualquer objeto. Se não der certo e o animal continuar sufocando, é preciso correr para o veterinário.

Susto maior
Situação ainda mais grave é quando o pet tem uma convulsão. Durante a crise, o animal não reconhecerá o dono nem terá consciência do que se passa. Em geral, esses episódios têm curta duração. A melhor coisa a fazer, ensina o professor, é esperar.
- Se o momento se prolongar demais, é preciso tentar se proteger da boca do animal. Nada de tentar abri-la. O bicho pode fechar a mandíbula e não abrir mais. Atenção aos bichanos
Já entre os bichanos, um problema comum são episódios asmáticos de uma hora para a outra. A indicação de Machado, mais uma vez, é manter a calma.

- Normalmente, o dono do animal não tem em casa nenhum medicamento que possa ajudar. Depois que a crise do gato passar, é preciso marcar uma consulta com um veterinário.
Colaborou Cecília Leite, estagiária do R7.

Como socorrer um pet em perigo?

Você sabe socorrer um pet em perigo?
Thinkstock

Qual deve ser o primeiro passo para socorrer um cão que quebrou a pata?
Use uma focinheira ou amarre o focinho com uma corda.
Como transportar o animal com a pata quebrada?
Arraste uma tábua para debaixo do bicho bem devagar.
Em caso de envenenamento, o que fazer?
Lavar a boca do animal com muita águaSe o pet se afogar você deve deitar o animal de lado com a cabeça mais baixa que o corpo.
Se uma aranha morder o animal.
Coloque uma luva cirúrgica e massageie de leve o local da picada.
Se seu pet tiver uma convulsão, como agir?
Aproxime-se por trás e coloque uma almofada sob sua cabeça.
O que fazer se o seu pet se engasgar?
Levante as patas dianteiras e abra-asSe seu cão ou gato tiver febre molhe todo o animal com água fria.
Se cair um corpo estranho no olho do pet.
Lave os olhos com água correnteEm casos de queimaduraLave a lesão com soro fisiológico.

VACINAÇÃO

Evite problemas no futuro
vacinando seu cachorro.

Muitos filhotes de cães adoecem e morrem por não terem sido vacinado. A vacinação é a garantia de saúde no futuro e consequentemente menos gastos. Portanto, vacinar é um investimento na saúde de seu cão.
A partir dos 45 dias, o filhote já está apto a receber a primeira dose de vacina, sempre procure um veterinário para fazer as aplicações,ele é a pessoa mais indicada para ministrar as vacinas e avaliar o momento certo para vaciná-lo e marcar as datas do reforço, caso necessite.
Na vida adulta os cães deverão receber anualmente a vacina anti-rábica e a vacina múltipla que protege contra várias doenças. Contra a leptospirose deverá ser feita a cada 6 meses.
VACINAS:

A vacinação é muito importante!

Atualize a carteira de vacinação de seu cachorro.

Fonte: http://www2.uol.com.br/au/vacinacoes.htm

Pet gordinho é sinal de dono com sobrepeso?

Apesar de não ser uma regra, você já reparou que alguns donos que estão acima do peso também têm cães fortinhos?
Parece que isso pode ter um fundamento.
Um estudo publicado no Public Health Nutrition investigou essa relação entre peso de dono e animal, e descobriu que proprietários gordinhos tendem a ter cachorros gordinhos também, comprovando duas pesquisas realizadas anteriormente. Mas o mais interessante é que o mesmo não se aplica em pessoas que têm gatos.

Para os estudiosos holandeses, o motivo pode ser o fato de que os cães acompanham os costumes de seu dono, ou seja, se eles passeiam todos os dias, tendem a estar em forma, mas quando o dono é sedentário, o animal também o acompanha e engorda. Já os gatos, como ficam em casa independentemente das atividades do dono, não sofrem tanta influência em seu organismo.

Vale lembrar, no entanto, que a pesquisa tem limitações. Os estudiosos reconhecem que a amostragem estudada foi pequena. Foram observadas apenas 36 pares de donos e gatos, e 47 pares de cachorros e proprietários. Sem contar que eles não levaram em consideração situações como, por exemplo, onde o animal é obrigado a caminhar ao lado do carro, enquanto o dono vai dirigindo, com o trabalho apenas de segurar a guia do pet. Pode parecer bizarro, mas há pessoas praticantes dessa ‘modalidade esportiva’.

Metade dos pets americanos estão com sobrepeso

Estudo revela que o excesso de alimentação
e a falta de exercícios são as principais causas dos pets obesos.
Os responsáveis pela obesidade animal são os próprios donos e o excesso de alimentos oferecidos
Crédito: Reprodução/ Daily Mail
Não é apenas a população norte-americana que passa por uma epidemia de obesidade. O problema de saúde atinge também os 171 milhões de cães e gatos do país. Tanto, que metade deles já apresentam um quadro de sobrepeso. Este foi o resultado de um estudo realizado pela Associação para a Prevenção da Obesidade em Animais de Estimação em parceria com o Hospital Veterinário Banfield.

Segundo o jornal Wall Street Journal dos 50% considerados acima do peso, pelo menos 20% são obesos, o que facilita o surgimento de problemas como artrite, câncer, diabetes e falência dos rins. Em contrapartida, curiosamente, os animais que comem um pouco abaixo do necessário vivem mais.
Em entrevista ao Wall Street Journal o veterinário Steven Budsberg, da Universidade da Georgia, disse que a obesidade em animais é um problema de responsabilidade do dono e que deve ser combatida. “Eu nunca ouvi falar de um Pastor Alemão que abrisse a geladeira ou o saco de ração para comer mais”.

De acordo com Ernie Ward, fundador da Associação para a Prevenção da Obesidade em Animais de Estimação, o principal motivo para a obesidade em felinos é a diminuição de consultas veterinárias realizadas em 2010, o que impossibilitou o acompanhamento dos animais. O excesso de alimentação e a falta de exercícios também contribuem para o quadro também nos cães.

Para reduzir o problema os especialistas estão trabalhando para desenvolver desde esteiras para pets a exames de sangue que determinam a porcentagem de gordura corporal nos animais. Tudo isso para evitar problemas ainda mais sérios, como hérnia de disco e doenças no coração. Estima-se que os americanos tenham gastado em 2010 cerca de 25 milhões de dólares com o tratamento de seus pets gordinhos.

Feridas na pele: sérios riscos para a saúde dos pets

Tatiana Cavagnolli
Ferimentos deixam cães e gatos susceptíveis a infecções; lavar bem a ferida e utilizar pomada cicatrizante ajuda a proteger os animais e evitar problemas mais graves

Brincar e brigar com outros animais, cavar a terra, mexer em plantas com espinhos e objetos cortantes, entre tantas outras ações, fazem parte da natureza de muitos cães e gatos. Por isso, muitas vezes é inevitável que alguns acidentes aconteçam e provoquem ferimentos e lesões nos animais. É preciso, no entanto, tomar certos cuidados com essas feridas.

A pele é o maior órgão do corpo de cães e gatos e exerce algumas funções vitais para o animal, como a de proteção mecânica contra a entrada de microorganismos patogênicos, a de regulação térmica e a de impedir a perda corpórea de água, eletrólitos e macromoléculas.

Porém, quando há o rompimento da integridade da pele por algum tipo de acidente, como mordeduras de animais, cortes produzidos por objetos, feridas cirúrgicas e queimaduras, por exemplo, os animais se tornam mais susceptíveis a infecções.

Naturalmente, o local afetado pelo ferimento passará pelo processo de cicatrização, processo no qual há a reorganização do tecido. Porém, quando o ferimento é extenso ou encontra-se contaminado por bactérias e microorganismos, esta regeneração torna-se difícil e lenta.

Um dos produtos que pode ser usado para acelerar o processo de cicatrização é o Vetaglós®, uma poderosa pomada cicatrizante efetiva no tratamento de feridas, uma vez que associa princípios antimicrobianos e componentes cicatrizantes.

"Para tratar corretamente um ferimento, deve-se, primeiro, limpá-lo bem com solução fisiológica, removendo todas as sujeiras, restos de tecidos mortos e secreções presentes no local. Depois, é indicado o uso de pomada, para evitar ou eliminar infecção do local e otimizar o processo de cicatrização", explica o médico veterinário Márcio Antônio Barboza, gerente da Vetnil.

Segundo Barboza, em alguns casos, os curativos também são indicados, pois, além de manterem a ação do medicamento, evitam novas infecções, o contato com moscas (que podem trazer outras doenças) e também impedem que o animal mexa no ferimento, mantendo assim o processo de cicatrização da pele. Barboza alerta que é importante que toda ferida seja diagnosticada por um médico veterinário, que escolherá o tratamento adequado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

USP faz campanha contra os casos de abandono de animais

Quem entra na USP, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, vê a imagem do olho de um cão e o alerta:
"Abandono de animais é crime.
Estamos de olho."

Apu Gomes/Folhapress
Há dez anos, a universidade vem se empenhando para proteger os animais abandonados, desde que o programa USP Convive foi criado. Nesse período, a iniciativa conseguiu a adoção para cerca de 2.000 animais.

Os outdoors "ameaçadores", instalados no ano passado, surtiram algum efeito: em vez de 30 cães abandonados no fim de ano, que é a época em que os casos mais ocorrem, foram cerca de dez.

Mas o campus não para de receber os despejos, que são feitos por pessoas que levam os animais escondidos no porta-malas dos carros."Já deixaram até coelhos, patos, galinhas, maritacas", afirma Elizabeth Rabóczkay, uma das voluntárias que trabalham no canil-destino dos cães abandonados.

Apu Gomes/Folhapress

À medida que os animais são entregues para adoção --cerca de dez por mês-- novos hóspedes recebem comida e são vacinados, castrados e vermifugados.
Eles costumam ser abandonados quando já estão velhos ou doentes, e muitos morrem atropelados ou vitimados por tiros, venenos, esfaqueamentos e água quente jogada por vândalos.
Quem se interessar em adotar um animal pode acessar o site "Patinhas Online" (
www.patinhasonline.com.br), parceiro do programa, ou agendar uma visita ao canil por meio do telefone 0/xx/11/3091-4591.

Amigo não se compra. ADOTE!


POSSE RESPONSÁVEL
O abandono de animais é um problema cada vez mais grave no Brasil.
Cansadas e lidar com a responsabilidade de cuidar de um bichinho ou incapazes de continuar abrigando-o, milhares de famílias abandonam bichos de estimação todo ano, muitas vezes acreditando que “não há problema, pois eles logo encontrarão um novo lar”. Acontece que a realidade é diferente, levando aos animais deixados na rua um destino de fome, doenças, acidentes e até morte por depressão. Já aqueles recolhidos pelo CCZ (ou “carrocinha”, popularmente) são colocados em espaços precários enquanto esperam, inutilmente na maioria das vezes, um novo dono. Para se ter uma idéia, só em 2007 foram sacrificados 12.356 animais.

Antes de levar para casa um bichinho é muito importante refletir se a decisão foi tomada com responsabilidade e se você realmente poderá cuidar bem deste animal pelo tempo que ele viver. Não se esqueça que por vários anos ele precisará de comida, cuidados e, principalmente, carinho e atenção.
Os animais também sofrem, mas não entendem o abandono porque conceito foi criado pelo homem.

POR QUE ADOTAR?
As vantagens são muitas. Adotando um bichinho você estará:
Contribuindo com o problema mundial do abandono de animais.
Salvando uma vida, evitando que ela seja sacrificada na carrocinha ou por más condições de vida nas ruas.


Adquirindo um companheiro amoroso e leal. Por mais que os animais adotados possam agir um pouco “desconfiados” nos primeiros dias no novo lar, é comprovado que, com o tempo, eles acabam se tornando mais fiéis e carinhosos que outros bichinhos. Um animal que já tenha sofrido abandono e maus tratos saberá reconhecer e recompensar um bom dono.
Economizando dinheiro com a compra de um bichinho.


Ajudando um voluntário ou doador que não tem condições de abrigar o animal.

ALGUNS DADOS:
Para cada filhote que você compra um animal é executado na carrocinha, morre em um abrigo ou é atropelado.
200 animais são entregues diariamente pelos próprios donos ou apreendidos pelo CCZ.
30% dos animais abandonados em São Paulo são animais de raça que os próprios donos abandonam.


É MUITO SIMPLES!
Para adotar um bichinho, basta:
Levar comprovante de endereço, CIC e RG

Pagar uma pequena taxa (em geral até 15 reais) no caso de feiras de adoção ou CCZ. A vantagem dos animais destes lugares é que eles vêm na maioria castrados e vacinados.
Levar uma coleira ou caixa de transporte para levar o animal até sua casa.


ADOTANDO COM O PETS
O Pets & Co. mantém contato com diversas ONGs, entidades e voluntários envolvidos no processos de doação de animais. Se você está procurando um bichinho, mande-nos um e-mail especificando as características do animal que você procura e nós lhe ajudaremos a encontrar o companheiro ideal para você.



Fumaça de cigarro causa problemas aos pets.

Pesquisa revela a forte ligação entre o tabagismo
e doenças respiratórias em cães e gatos.
Animais sofrem os mesmos perigos do fumo passivo que os humanos
Crédito: CC Ricardo Liberato
Sintomas como mal-estar, dor de cabeça e tosse, além de problemas respiratórios não são características exclusivas de fumantes passivos humanos. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo revelou que cães e gatos também sofrem com o tabagismo de seus donos.

O estudo revelou que a partir de agora, a preocupação que muitos tinham de não fumar perto de crianças também deve ser aplicada aos animais de estimação. Isso porque especialistas em oncologia animal já descobriram anteriormente que os pets sofrem das mesmas doenças recorrentes do fumo passivo, com a diferença, que em cães e gatos, o câncer no pulmão é mortal em 100% dos casos.

Vômito pode indicar problemas graves em cães e gatos

Veterinária explica que o sintoma é comum em doenças mais graves como gastrite, intoxicação alimentar e úlcera .

Animais abatidos devem ser levados ao veterinário para que os exames necessários sejam feitos
Crédito: Flickr/ CC – SMN

Melhor ficar atento da próxima vez que o seu pet apresentar sintomas como vômitos ou diarreia. Isso porque apesar de comuns, eles podem estar relacionados a várias doenças mais graves. “Vômitos constantes podem ser consequências de uma gastrite, alergia ou intoxicação alimentar, úlcera gastro duodenal, insuficiência renal, verminose, giardiase ou virose”, explica a médica veterinária Carla Alice Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care.

A especialista explica também que os mesmos sintomas podem sugerir doenças hepáticas, ingestão de corpos estranhos, pancreatite, infecções como cistite, piometra, problemas neurológicos, como síndrome vestibular, tumores e muitas outras patologias. É justamente por isso que os “proprietários devem buscar o auxilio de um veterinário de confiança para diagnosticar corretamente a causa do problema”, aponta Dra. Carla.

Maus costumes do pet, como comer rápido e tomar água logo em seguida, também podem causar vômitos e diarreias, mas a médica alerta que este não é um fator que leva o animal a vomitar com frequência. “Não procede, pois há variações de animal para animal. Talvez no caso dos filhotes, comer rápido e ir brincar logo em seguida possa fazê-lo vomitar”, indica. Por outro lado, animais que usualmente ficam soltos correm o risco de ingerir substâncias venenosas ou químicas que são maléficas ao organismo do animal.


Veterinária explica que algumas plantas são tóxicas e podem causar vômitos nos pets
Crédito: Flickr/ CC – neiljaxx
“O problema é quando se ingere algo ruim, como venenos, pesticidas, algumas plantas, como a “Comigo Ninguém Pode”, chocolates, e outros químicos”, esclarece. Quanto à prática de se lamber, Dra. Carla explica que filhotes e adultos já são acostumados a se lamber, ou ao chão.
“Mas alguns produtos, insetos, ou répteis vão induzir ao vômito”, finaliza.

Frequência e tipos de vômito
O vômito nos animais, assim como nos seres humanos, geralmente é consequência de alguma doença ou mal-estar. Assim, se for um caso ocasional, é aceitável, mas deve passar por avaliação. Para a veterinária, é muito importante diferenciar o vômito da regurgitação. “Quando vomita, o animal faz a ‘mímica’ da contração abdominal. Já quando vai regurgitar, ele simplesmente expele o conteúdo alimentar e este vem do acúmulo no esôfago”, sem fazer esforço algum, esclarece.
“De qualquer maneira, o vômito espumoso claro ou amarelo é melhor que o vômito cor de borra de café ou avermelhado”, explica. Neste caso, ambos indicam presença de sangue. Quanto a vômitos com odor fétido de fezes, estes podem indicar obstrução intestinal alta. Já os que ocorrem de madrugada, muitas vezes, podem indicar gastrite.

Para acalmar os proprietários, a Dra. Carla garante que já existem medicações veterinárias específicas para controlar o vômito e que são 95% eficientes. Mas, ainda segundo ela, vale lembrar que é preciso achar a causa do problema e trata-lo. “O tratamento vai depender de resultados do exame clínico e ou ultrassom, Raio-X, hemograma e bioquímica sanguínea, endoscopia, biopsia etc”, finaliza a especialista

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

'Cão mais feio' do Reino Unido tem dificuldades para achar novo lar

Chamado de cão mais feio do Reino Unido, a cadela "Gemma" não consegue um novo lar por causa de sua aparência. O animal foi recusado por vários potenciais proprietários, segundo reportagem do jornal inglês "Metro".


'Gemma' não consegue um novo lar por causa de sua aparência.
(Foto: Reprodução/Metro)
A cadela de oito anos de idade foi colocada para adoção em um canil em Stondon Massey. De acordo com Dee Robinson, coproprietária do canil, "Gemma" é extremamente amável e perfeitamente saudável, apesar de sua aparência.

"Gemma" foi levada para o canil há seis semanas depois que seu antigo dono foi hospitalizado e não poderia mais cuidar dela.

Ex-cão abandonado torna-se estrela de cinema

Além de fazer propagandas, Sykes tem em seu currículo a participação em filmes como Piratas do Caribe, Fúria de Titãs e A Jovem Vitória.

Os truques aprendidos por Sykes incluem “fingir-se de morto”, cozinhar, lavar louça e dirigir
Crédito: Reprodução/ Daily Mail
A história do Jack Russell Sykes, a mais nova celebridade canina do momento, é um exemplo de superação.
O animal foi encontrado ainda filhote, na rua, pela adestradora Gill Raddings, em Oxfordshire, Inglaterra. Foi amor à primeira vista e a especialista em comportamento animal decidiu não só adotá-lo como também lhe ensinar uma série de truques.

Muito esperto, o cãozinho aprendeu rapidamente as lições e começou a participar de alguns filmes, que incluem Piratas do Caribe, Fúra de Titãs, A Jovem Vitória, entre outros. Atualmente, ele tem nada menos que 10 mil amigos no Facebook e seu mais novo trabalho, uma propaganda de TV, já foi vista por mais de um milhão de pessoas no Youtube.

O comercial da Thinkbox promove os benefícios de anunciar na televisão e para tanto, Sykes interpreta Harvey, um cãozinho que está disponível para adoção em um abrigo.
Para convencer um casal de que é perfeito para ser adotado o cachorro passa um vídeo com suas principais habilidades, que incluem lavar, passar e até levar as crianças para a escola. No final da propaganda o casal olha para Harvey, que já está pronto, com uma mala de viagem ao lado.
Cãozinho leva as crianças para a escola durante o comercial de TV
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

De acordo com o jornal britânico Daily Mail o cãozinho sabe truques como sentar, fingir-se de morto, implorar, esconder os olhos, entre outras dezenas de tarefas. Mas engana-se quem pensa que ele é a única estrela da casa.

O cãozinho divide espaço com Check, um Pastor Belga de Malinois que estrelou filmes como Piratas do Caribe e Sherlock Holmes, além de outras ferinhas.

Questionada se com tanta fama e filmes no currículo se o animal já está rico, sua dona é rápida na resposta: “na realidade, o trabalho dele não é tão glamuroso como pode parecer. Você não faz uma fortuna nesse tipo de negócio”, desabafa.

Gato 'celebridade' britânico sem orelhas e sem focinho encontra novo dono

Charlie, aos 14 anos, foi levado para sua nova casa no domingo.
Blue Cros
Um gato resgatado por uma organização beneficente conseguiu ser adotado apesar de não ter as orelhas e nem a parte do focinho.

Charlie, de 14 anos, vivia abandonado pelas ruas de Southampton até ser adotado por uma moradora da cidade. Mas o gato teve que passar por uma cirurgia em agosto de 2010, após ter contraído um câncer de pele, decorrente de uma grave queimadura de sol.

A mulher que havia adotado Charlie não conseguia tomar conta do gato, pois ele não se dava bem com os outros animais de estimação da casa. Por isso, ele foi entregue para a organização de caridade Blue Cross, para adoção.

Hospedado na organização, Charlie ganhou o apelido de Voldemog, devido à semelhança com o vilão da série de filmes sobre o mago Harry Potter, Voldemort.

Os funcionários da Blue Cross temiam que, devido à sua aparência estranha, Charlie não conseguisse ser adotado.'Gentil e adorável'"Apesar de sua aparência diferente, Charlie é um sujeito grande, gentil e adorável (...). Ele tem uma vozinha baixa e gosta de miar para chamar a atenção. Ele não tem problemas por não ter as orelhas ou o nariz completo, ele pode ouvir e cheirar as coisas normalmente", disse Marie Loveridge, que trabalha na Blue Cross.

O gato ficou famoso, apareceu em jornais da Grã-Bretanha e várias páginas na internet, em vários países. Lara Alford, vice-gerente do centro de adoção da Blue Cross em Southampton, afirmou que a organização foi "inundada com centenas de ligações de pessoas desesperadas para dar um novo lar" ao gato.

E, graças à publicidade, Charlie encontrou uma nova dona e já foi para a nova casa no domingo. Sarah Gaden, uma advogada, foi a primeira a entrar em contato com a instituição e será a nova dona do gato."Sarah foi a primeira a pegar o telefone e ela parecia ideal. Depois de ter visitado Charlie, se apaixonou por ele imediatamente. E após termos conversado com ela e de termos conhecido o seu estilo de vida, ficou claro que ela poderia dar a ele tudo o que (Charlie) precisa", acrescentou Alford.