segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cão-guia ainda é sonho distante

Cão-guia - Credito Imagem/Ilustração/PetRede

Auxiliar na mobilidade e garantir mais segurança e independência ao deficiente visual. Essas são as principais tarefas dos cães-guia, animais que dão vida ativa a quem nasceu cego ou perdeu a visão. O problema é que, no Brasil, esse ainda é um sonho distante. Entidades ligadas ao tema estimam que atualmente existam apenas 80 cães para 1,4 milhão de deficientes em todo o País.

Entre os principais motivos que impedem que mais pessoas tenham um desses animais é o preço. Para treinar um cão, é necessário desembolsar entre R$ 28 mil e R$ 30 mil, que são gastos com alimentação, exames médicos, vacinas e equipamentos, além dos salários e verbas para ajuda de custo dos treinadores. Em muitos casos, os interessados têm que viajar para outros estados ou países em busca de um cão preparado.

As entidades que formam os animais têm de se preocupar também com a escolha das matrizes – o casal reprodutor que dará origem aos filhotes. A coordenadora do Projeto Cão Guia da ADA (Associação Brasiliense de Ações Comunitárias), Maria Lúcia de Campos, explica que o par tem de ser saudável para que a cria apresente menos riscos de doenças hereditárias.

Um dos males que mais acomete os cães de médio e grande portes é a displasia.”Esta doença acomete as articulações, principalmente na região coxo-femural. Isso faz com que acabe a lubrificação e haja um desgaste ósseo, o que causa dor e atrapalha a mobilidade”, conta a coordenadora. A doença é avaliada em graus que vão das letras A até E. Para que um cachorro seja utilizado como guia, deve ter até o grau C, no máximo. Para diagnosticar a doença, são feitos diversos diagnósticos por imagem desde o nascimento do animal.

Apesar do alto custo, a coordenadora se queixa da falta de assistência por parte do poder público. "Os governos só demonstram interesse naquilo que dê retorno político." Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou em abril projeto para a construção de um centro de treinamento de cães-guia na USP (Universidade de São Paulo). O orçamento para a obra é de R$ 2,5 milhões e o prédio terá capacidade para até 92 cães. O prédio só deverá ficar pronto em 2013.

No Grande ABC, cuja população estimada de cegos é 17,5 mil pessoas, existem pelo menos dois cães-guia. Um dos deficientes que conseguiu um animal foi o consultor de informática Luiz Eduardo Porto de Oliveira, 43 anos, de São Caetano. Há três anos ele ganhou a companhia de Harry, um labrador preto treinado em Brasília.

Oliveira ficou cego aos 23 anos, quando foi acometido por uma retinoise pigmentar. Desde então, passou a utilizar a bengala como instrumento de auxílio para se locomover. A partir de 2001, iniciou a busca por um cão-guia. Em 2006, entrou na fila de espera do instituto brasiliense, sendo chamado apenas dois anos depois.

Atualmente, o consultor se sente mais seguro para caminhar, o que resulta em independência."Quem tem o cão-guia, jamais quer voltar para a bengala. Eu faço tudo, tenho uma vida normal", conta. Oliveira ressalta que, desde que começou a contar com Harry, nunca mais caiu ou bateu a cabeça em orelhões, conhecidos vilões dos cegos. "Eles são treinados para desviar de obstáculos aéreos."

Reação ainda é de espanto e surpresa
“Nossa, é um cão-guia?” “Que bonitinho! Posso por a mão?” Essas são algumas das reações de quem vê um deficiente visual sendo guiado por um animal pelas ruas. A equipe do Diário andou por cerca de uma hora e meia pelo Centro de São Caetano acompanhada do consultor de informática Luiz Eduardo Porto de Oliveira, 43 anos, e de Harry, o labrador preto que orienta seus passos.

Por lei, os estabelecimentos públicos e privados são obrigados a permitir a entrada desse tipo de animal. Em nenhum dos locais visitados, como shopping, lanchonete e loja de roupas, Harry foi barrado. Mesmo assim, muitos demonstravam espanto ao ver pela primeira vez um cão-guia.

A aposentada Joaquina Ferreira, 72, queria brincar com o labrador. “Adoro animais, na minha casa eu tenho três. Isso é uma coisa abençoada.” Ela contou que nunca havia se deparado com um cão-guia em outras ocasiões.

Apesar do temperamento manso e da boa aparência do cão, não é aconselhado fazer carinho no bicho enquanto ele guia alguém. “Isso acaba desconcentrando o cachorro e pondo em risco nossa segurança. As pessoas têm que entender que ele está a trabalho”, alerta Oliveira. O consultor diz que nem sempre as orientações são atendidas. “Muitos acham que estamos sendo antipáticos.”

Durante a semana, a reportagem também acompanhou os passos de Ema, uma filhote de labrador que está sendo treinada ser guia. Quem acompanha o treinamento é a estudante Vânia Feitosa, 22, que não é deficiente visual. Mesmo ainda não sendo uma cadela formada, Ema também não foi impedida de entrar nos lugares por onde visitou, como lojas e praça de alimentação do Shopping Grand Plaza, em Santo André, e a estação de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), de onde partiu para uma viagem de ida e volta até a Estação de Utinga. Dentro do estabelecimento, a dupla teve dificuldade para caminhar, devido ao grande número de curiosos que as paravam no meio do caminho.

A estudante conta, no entanto, que já teve dificuldades para passear com a cachorra. “No trólebus e no metrô, muitas vezes tentaram nos impedir de entrar. Mas foi só eu mostrar a lei para os funcionários que eles acabaram cedendo. Mesmo assim, foi meio a contragosto”, relata.

Ema faz parte de um projeto do Sesi (Serviço Social da Indústria) para treinar novos animais. A ação é fruto de uma parceria com a Fundação Dorina Nowill e o instituto Meus Olhos Têm Quatro Patas. A coordenadora do projeto, Beatriz Canal, informa que o investimento aplicado para a capacitação de 32 cães é de R$ 1 milhão.

Treinamento demora cerca de dois anos
Para que um filhote esteja pronto para guiar uma pessoa, o tempo de treinamento é de aproximadamente dois anos. A capacitação é dividida em três etapas. Na primeira, o animal passa por um processo de socialização. Nesse período, convive com uma família de pessoas sem deficiência, que é incumbida de levar o cachorro para passear em locais de grande circulação para acostumar com o movimento. Esse processo encerra quando o bicho completa um ano.

Em seguida, o animal é levado novamente ao canil, onde passará pelo processo de treinamento. “A ideia do treinamento é mostrar para o cão que o dono é cego e precisa dele. É criar uma consciência. Não é um adestramento como nos cães da polícia, e sim uma educação”, explica o economista Luiz Alberto Melchert Silva, presidente do Instituto Meus Olhos Têm Quatro Patas. Esta fase dura entre seis e oito meses.

Na última etapa do treinamento, o cão inicia a convivência com o cego. Nessa etapa, que leva aproximadamente três meses, o deficiente aprende a interpretar os sinais emitidos pelo animal, como alerta de obstáculos, por exemplo.

A presidente do Instituto Iris, Thays Martinez, foi uma das primeiras pessoas a contar com cães-guia no Brasil. Em 2000, passou a ter a companhia de Boris, um labrador amarelo treinado nos Estados Unidos. O cachorro foi aposentado em 2008 e faleceu em 2009. Desde então, Thays passou a conviver com Diesel, um labrador na cor preta.

Ela conta que, antes da criação da lei federal 11.126, de 2005, a dificuldade para entrar com o cachorro nos locais de grande circulação era ainda mais difícil. Ela travou batalha judicial com o Metrô de São Paulo, que não queria deixá-la entrar nas composições com o animal. Foi necessária uma liminar que garantisse o acesso. “Infelizmente, as pessoas têm falta de conhecimento e acabam rejeitando os animais por ignorância.”

Fonte:
Blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/
Link:
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/cao-guia-ainda-e-sonho-distante/

Seu filho vive pedindo um cão?

Crédito Imagem Ilustração/PetRede

Antes de ceder aos apelos dos filhos, veja o que é preciso levar em conta ao comprar ou adotar um bichinho de estimação. Confira a dica da especialista:

"O contato entre criança e bicho pode ser estabelecido desde os primeiros anos. Entre outras coisas, ajuda a ampliar o senso de responsabilidade dos pequenos, que, aos poucos, colaboram na rotina de cuidados com o mascote", afirma a especialista em comportamento animal Luciene Martins, de São Paulo.

Segundo ela, "para que a experiência dê certo, um profissional deve orientar o processo e a escolha da raça". Os cães de porte grande, caso do labrador e golden, requerem espaço. São interessantes para crianças com temperamento mais ativo.

Já as raças menores e com pelos longos, como shih-tzu, satisfazem os pequenos que gostam de cuidar e carregar no colo.

Mas lembre-se: bichos não são brinquedo e geram gastos. Crianças, claro, não têm consciência disso. Então, sempre que seu filho pedir um bichinho, não o iluda dizendo que "vai pensar no assunto". Explique suas razões com argumentos claros e dê a ele oportunidade de contato com a natureza: leve-o ao zoológico, a parques ou simplesmente até o vizinho que tem um cão.

Fonte:
Blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
Link:
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/seu-filho-vive-pedindo-um-cao/

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conheça 'caçadores' de animais que fazem o bem

Quem pensa que só as crianças e os idosos recebem atenção de voluntários se enganou. Existem muitos homens e mulheres que dedicam parte de seu tempo para cuidar de bichos abandonados.

Essa população, às vezes tão ignorada, é recebida pelos protetores de animais de maneira bem especial.

São apaixonados por bichos, que cuidam dos doentes e não negam nenhum tipo de afeto.

Mesmo com a correria do dia a dia, essas pessoas não se esquecem de quem precisa de um lar e vive na solidão.


Fonte:
Entretenimento.r7.com/bichos/noticias
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Pets terapeutas do Pêlo Próximo marcam presença no Ressoar Solidário 2011

No próximo domingo (28), o Projeto Pêlo Próximo se une à Record Rio para participar do Projeto Ressoar Solidário 2011, evento promovido pelo Instituto Ressoar que tem como objetivo estimular o voluntariado através de ações direcionadas para o benefício das pessoas carentes.

O Pêlo Próximo realizará duas ações durante o evento. A primeira ação será com as crianças da creche Vila Triagem, localizada no bairro Triagem, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde serão levados os cães terapeutas para uma interação com as crianças. O grupo apresentará ainda uma montagem teatral sobre posse responsável e respeito aos animais.
Crédito Imagem: PetRede

Além da creche, o Projeto visitará os idosos da Casa Geriátrica São Mateus, em Guadalupe. Nessa instituição, os voluntários realizarão a Atividade Assistida por Animais (AAA), realizando os exercícios com bolinha, arco e boliche. Além disso, os idosos terão a oportunidades de interagir com os animais do Pêlo Próximo.

“- Estamos muito felizes com esse convite da Rede Record. Para nós, é uma grande satisfação participar desse grande evento em prol das pessoas carentes. Além disso, é uma também uma oportunidade de mostrar as pessoas carentes da comunidade, os benefícios que os animais promovem, levando também a mensagem sobre posse responsável e a necessidade de cuidar bem do animal. Nosso grupo também está se mobilizando para levar alimentos não perecíveis para essas instituições” – finaliza Roberta Araújo, coordenadora geral do Pêlo Próximo.

Para saber mais sobre o Ressoar Solidário 2011 acesse: http://www.recordrio.com.br/projeto/Ressoar_solidario.php

Fonte:
Blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
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Delegacias especializadas em Proteção Animal, o futuro!

Resgate do Pastor Alemão Brad, vítima de espancamento 
 Ilustração/Divulgação/PetRede

Há alguns meses, chegou a ser noticiado o flagrante feito pela Delegacia de Proteção Animal de Campinas em uma empresa que “em tese” oferecia serviços de adestramento e locação de animais na cidade. Após ouvirem o que pareciam gritos, policiais investigadores encontraram vários animais no local e um deles sendo espancado pelo adestrador responsável. Milagrosamente foram resgatados mais de 20 animais em condições que podemos classificar como de “maus tratos” no mínimo. Além de covarde, é simplesmente inaceitável que um profissional que cobra para ter um animal de outra pessoa a sua disposição para “ensinar”, use de violência para chegar a tal objetivo.

Não quero aqui ficar analisando e comentando os atos de estupidez promovidos contra esses animais. Sabemos que a realidade nas ruas e pasmem, em muitos lares, também é parecida.

Quero chamar a atenção para uma outra realidade que sinceramente espero estar crescendo e aparecendo em mais cidades no Brasil.

Me refiro as Delegacias especializadas em Proteção Animal. Um passo muito importante para que em um futuro próximo os incidentes envolvendo animais sejam tratados em caráter judicial.

Pois foi exatamente essa Delegacia que não só flagrou esses animais sendo espancados, como também recolheu e iniciou o processo de adoção desses animais. Os que necessitavam atendimento veterinário foram prontamente encaminhados para Clínicas parceiras (que em outra oportunidade comentarei aqui) e hoje estão todos recuperados.

O Instituto “Cãochorro & outros bichos” orgulhosamente participou de mais uma etapa importante para a “nova” vida que esses animais estão começando a merecidamente desfrutar. Oficialmente começamos a identificar esses animais com microchips que foram doados pela empresa Show Art de Campinas, e a cadastrá-los no banco de dados Abrachip. Queremos agradecer publicamente a Show Art pela doação dos microchips que serão usados pela Delegacia.

Em um evento bastante descontraído, fomos até a Delegacia no Taquaral em Campinas para encontrar o Brad, um pastor alemão que foi o primeiro a ser microchipado. Muitos reconhecerão pela foto que esse pastor foi exatamente aquele que estava sendo atacado pelo adestrador na ocasião do flagrante. Brad na verdade é o nome que recebeu após ser adotado por sua nova proprietária.


Meu encontro com Brad, recuperado e feliz 
Ilustração/Divulgação/PetRede

Encontramos também os doutores Roberto e Renata, que já são velhos parceiros nas ocorrências envolvendo animais mau tratados. Eles foram apresentados e prontamente cadastrados no Abrachip para que possam utilizar o banco de dados no gerenciamento e consulta aos animais e seus proprietários.

A intenção é microchipar os mais de 20 animais recolhidos a medida que forem adotados. O Brad representou brilhantemente seus companheiros e como vemos pelas fotos, mostrou-se simplesmente “outro” quando comparado ao animal assustado e compreensivelmente arredio que foi resgatado. Não só comportou-se de forma educada como também mostrou o que todos nós sabemos, que tem muito amor para oferecer a quem mereça sua amizade.

Estaremos de olho e noticiando as ações e conquistas da Delegacia e seus colaboradores!

Parabéns aos envolvidos:
Show Art, Drs. Roberto e Renata, Instituto “Cãochorro & outros bichos” e Delegacia de Proteção Animal de Campinas e todos seus funcionários.

Fonte:
Blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
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Cachorro de soldado do Navy SEAL acompanha velório do dono ao lado do caixão

O labrador Hawkeye deita ao lado do caixão do dono, 
o soldado Jon Tumilson, morto no Afeganistão.
Do UOL Notícias 
Em São PauloNão foi só a tristeza de amigos e familiares que chamou a atenção no funeral do soldado Jon Tumilson, integrante do grupo de elite Navy SEAL, morto no Afeganistão.

Durante o velório de Tumilson, no início da semana em Rockford, Iowa, o cachorro do soldado deitou ao lado do caixão, coberto com uma bandeira dos Estados Unidos, e emocionou muitos dos presentes na cerimônia de despedida do americano.

Segundo o site da MSNBC, o labrador Hawkeye se aproximou do caixão quando os discursos em homenagem ao soldado começaram, e lá ficou até o final da cerimônia.

O cão foi fotografado no velório pela prima do soldado, Lisa Pembleton, e postada no Facebook. "Me senti na obrigação de dividir essa foto", comentou ela na rede social.

Tumilson foi morto depois que seu helicóptero foi atingido por granadas atiradas pelos talebans, no dia 6 de agosto. Ele tinha 35 anos e, com ele, morreram outros 22 oficiais dos Navy SEALs.

Agora, por decisão da família, o cão será dado para um amigo de infância de Tumilson, Scott Nichols. As informações são do site da MSNBC.

Fonte:
Noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional
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Cães ganham 'tratamento vip' e passeiam em bicicleta na China

Cena foi flagrada na capital Pequim.
Cachorros passearam dentro de cestinhos.

Jovem foi flagrado nesta quinta-feira (25) levando cães para passear em uma bicicleta.
 Cena foi fotografada uma área central de Pequim, na China. 
(Foto: Jason Lee/Reuters)

Fonte:
G1.globo.com/planeta-bizarro/noticia
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