sábado, 9 de julho de 2011

Hidronefrose: doença silenciosa e perigosa

“Hemograma, perfil bioquímico e urinálise
 são recomendados em todos os pacientes”

Por Raphael Grupillo
            Hidronefrose é a distensão da pelve renal pela urina como resultado de uma obstrução nos ureteres, que são pequenas estruturas tubulares que permitem a passagem da urina dos rins para a bexiga. Pode ser causada por qualquer tipo de bloqueio, incluindo estreitamento ou câncer, por exemplo. Outras causas incluem:
• Urolitíase (cálculos no trato urinário).
• Aumento da Próstata.
• Tumores.
• Problemas relacionados a cirurgias anteriores.

            A Hidronefrose ocorre com mais frequência em cães, mas é também bastante comum em gatos. Não há predileção por idade, sexo ou raça.
Sintomas
• Alterações do volume urinário e frequência de micção.
• Dor abdominal.
• Presença de sangue na urina.
 
            Em casos em que há infecção e/ou insuficiência renal associadas, deve-se observar a presença de alterações sistêmicas, como:

• Vômito.
• Diarreia.
• Falta de coordenação motora.
• Falta de apetite.

Diagnóstico
            Hemograma, perfil bioquímico e urinálise são recomendados em todos os pacientes. Embora esses testes estejam frequentemente dentro dos limites normais, pode haver alterações compatíveis com insuficiência renal e/ou infecção do trato urinário. Exames adicionais incluem:

• Cultura de urina para verificar a presença de infecção bacteriana.
• Radiografia abdominal para investigar a presença de cálculos, massas, alterações prostáticas e outras doenças que podem apresentar sinais semelhantes aos da Hidronefrose.
• Ultrassonografia abdominal para visualizar o trato urinário, principalmente as pelves renais e, em alguns casos, a dilatação dos ureteres, assim como outras estruturas abdominais.
• Urografia excretora, que é um estudo contrastado do trato urinário superior incluindo os rins e os ureteres, para ajudar a determinar a localização e a causa da obstrução.
 
Tratamento
É muito importante determinar o tratamento correto, se este pode ser realizado em casa ou se é cirúrgico. Uma boa medida de prevenção é administrar a medicação e a dieta indicada pelo médico veterinário corretamente e seguir as orientações do mesmo.
 
Dr. Raphael Grupillo
Intensivista da Renal Vet
CRMV RJ 9376


Fonte:
pequenoscaes.com.br/materia-on-line
LInk:
http://www.pequenoscaes.com.br/materia-on-line-hidronefrose.php

Gato sofre acidente e reaprende a andar com aulas de natação



Gatos são conhecidos por sua aversão a água, mas um felino em Cornwall, no Reino Unido, tem se mostrado um exímio nadador. Mog  sofreu um acidente de carro que deixou suas patas dianteiras completamente paralisadas, mas após iniciar um tratamento que inclui aulas de natação, ele está reaprendendo a andar, segundo informações do jornal Telegraph.

A hidroterapia foi indicada por um veterinário local que costumava utilizar a atividade para a recuperação de cães. A dona de Mog, Veronica Ashworth, decidiu levar o bichano para participar das aulas de natação, mesmo sabendo que ele poderia não gostar muito da ideia.
No início, o gato ficou um pouco horrorizado quando viu a piscina canina, mas depois ele se acostumou. Mog, segundo sua dona, agora parece um pato na água.


Fonte:
maniadecao.com.br/do/PetNoticia
Link:
http://www.maniadecao.com.br/do/PetNoticia/16135

Giardia atinge cães de todas as idades

Se seu cão vem apresentando um desagradável quadro de fezes pastosas de odor fétido, vômitos, perda de peso e ainda, em alguns casos, desidratação, atenção, ele pode estar infectado pelo protozoário Giardia duodenalis, o parasita causador da Giardíase Canina. A doença atinge cães de todas as idades, mas apresenta quadros mais severos em filhotes, em alguns casos levando o animal a óbito.


Crédito Imagem: Ilustração/Divulgação

Segundo levantamento realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, das 871 amostras de fezes de cães coletadas, 12,74% apresentaram ocorrência da Giardíase, porém estes valores podem ser superiores uma vez que a maioria dos cães infectados não apresenta sintomas, representando assim um grande desafio tanto para os proprietários quanto para os médicos veterinários.
Por ser considerada uma zoonose, ou seja, uma doença naturalmente transmissível dos animais para o homem, a doença coloca em risco também a saúde das pessoas, principalmente as crianças.Tanto em cães quanto em humanos, a Giardíase é resultado da ingestão acidental de cistos presentes nas fezes, nos alimentos contaminados ou até mesmo na água.
Após a ingestão, o protozoário inicia o seu parasitismo aderindo-se à parede do intestino delgado, onde provoca uma série de distúrbios relacionados à digestão e absorção de nutrientes, resultando em desordens no trânsito gastrintestinal. Em cães, é comum que a infecção ocorra em parques, praças, num simples passeio pela rua ou mesmo no banho e tosa e em hotéis.
Os animais doentes devem ser tratados com o uso de medicamentos específicos, sob orientação de um médico veterinário. No entanto, o tratamento não é garantia de que o animal esteja livre de novas infecções, uma vez que o cão, imediatamente após o término da terapia, pode infectar-se novamente, vindo a manifestar toda sintomatologia clínica característica da Giardíase Canina.
“Isso acontece porque o tratamento não tem nenhum efeito residual, isto é, uma vez que o principio ativo da medicação seja eliminado pelo organismo, o cão estará novamente sujeito a novas infecções”, esclarece o Médico Veterinário Frederico Grigoletto, Gerente de Produto do fabricante da GiardiaVax, vacina disponível para proteger os cães contra a parasitose.
A vacina, que está disponível em clínicas veterinárias de todo o Brasil, confere proteção contra a doença por 1 ano. “A prevenção contra a Giardíase Canina deve levar em consideração dois aspectos básicos: em primeiro lugar, a vacinação dos cães com GiardiaVax, que impedirá que o animal fique doente; paralelamente, também devem ser adotadas boas práticas sanitárias, como por exemplo, o consumo apenas de água filtrada ou fervida e a manutenção das condições de higiene nos locais onde os cães vivem ou freqüentam”, orienta Frederico.


Fonte:
blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
Link:
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/giardia-atinge-caes-de-todas-as-idades/

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Artista faz joias com pelo de gato

CréditoImagem: Flora Davis/Ilustração/Divulgação

A artista estadunidense Flora Davis tem um gato chamado Gaia, da raça Ragamuffin. Quando viu que o bichinho soltava muito pelo todos os dias, ela resolveu por acaso fazer uma bolinha enrolando todos aqueles pelos. Logo depois, surgiu a inspiração de criar joias com essas bolinhas. Agora, você pode comprá-las na internet.
“Senti o pelo tão macio em minhas mãos, que não pude jogá-lo fora. Quando eu olhei o cabelo tão bonito, comecei a formar uma bola e, depois, num impulso, joguei pra ele. Ele adorou!”, contou Flora em entrevista a Wired. Em pouco tempo, o apartamento da artista já estava cheio de bolinhas de pelo.
Segundo ela, as bolas tinham uma aparência que lembrava grandes pérolas brancas, o que serviu de fato de inspiração para criar joias a partir delas. “É uma forma de mostrar meu amor por este gato especial”, disse. Um colar cheio delas, como na foto acima, leva em média de dois a três meses para ficar pronto.
CréditoImagem: Flora Davis/Ilustração/Divulgação
No site Etsy, você pode ter a sua própria bolinha de Gaia, com valores que variam aproximadamente de R$ 150 a R$ 350.

Fonte:
blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
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http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/artista-faz-joias-com-pelo-de-gato/

Atenção aos problemas de pele dos pets



Crédito Imagem: Ilustração/Divulgação
Assim como os seres humanos, os pets também sofrem com coceiras, além de alergias variadas, piodermites e micoses.
Sobre a pele dos seres vivos existe uma população de bactérias. A presença equilibrada entre a população bacteriana benéfica e a patogênica não faz com que esse órgão, o maior do corpo, perca suas funções de barreira natural. Arranhões, irritações e outras lesões de pele, no entanto, podem torná-la mais susceptível a infecções.
Nos animais de estimação, como em cães e gatos, a coceira se torna um grande sofrimento e também aflige o dono do pet. Nestas espécies, os problemas de pele devem-se, entre outros fatores, a alergias variadas, piodermites e micoses. Os sinais clínicos mais comuns destes problemas dermatológicos são coceira, perda de pêlos e mal odor. Em alguns casos, o dono nem percebe que o animal tem algum sinal clínico. Nos casos mais severos, no entanto, chega a ser uma aflição ver o bichinho se coçando, mordendo a região afetada e se lambendo sem parar.
As causas das alergias e dos problemas de pele muitas vezes têm origem genética, dificultando a prevenção. É aconselhável, aos primeiros sintomas, procurar um médico veterinário para diagnosticar a causa do problema, para que a coceira não se agrave e o animal não chegue a machucar-se, ferindo a pele e, assim, permitindo a contaminação e a infecção do tecido.
Ainda que existam algumas raças mais predispostas, qualquer animal pode manifestar os sintomas e desenvolver problemas de pele. Hoje em dia, já existem exames eficazes, como raspados de pele, citologia e exames de sangue, que auxiliam o médico veterinário a um diagnóstico mais preciso para determinar as causas dos problemas dermatológicos. Além do tratamento, que pode envolver vacinas manipuladas e medicamentos para diminuir a inflamação e a coceira, é de extrema importância realizar a assepsia do ferimento ou lesão.
Apesar da dificuldade de evitar as causas do aparecimento dos problemas de pele, principalmente nos animais com predisposição, é importante tomar alguns cuidados, entre os quais limpar freqüentemente o local onde o pet costuma dormir, escovar diariamente a pelagem do animal e evitar que o pet ande ou permaneça sobre superfícies molhadas. Vale lembrar também que em condições normais, os donos de animais de estimação não precisam evitar o contato com o bicho de estimação, pois, na maioria das vezes, não estarão sob o risco de contágio.

Fonte:
blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
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Casos de maus tratos a animais escancaram falta de política pública

Crédito Imagem: Ilustração/Divulgação


Bauru – Nos últimos anos, é inegável o desenvolvimento econômico pelo qual Bauru vem passando. Porém, este crescimento não tem sido sinônimo de amadurecimento em questões importantes como a aplicação de políticas públicas em vários setores – entre eles, o que diz respeito a animais maltratados e abandonados, uma realidade que também está “em alta”.
De janeiro a junho deste ano, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade já aplicou 124 multas a proprietários de animais por maus tratos e abandono. No ano passado inteiro foram 350 multas. Ou seja, é como se em apenas 15 dias do ano não tenha sido registrado nenhum caso.
A situação é grave e traz à tona novamente uma série de questionamentos, principalmente com relação a políticas que poderiam fazer com que esse problema não continuasse a acontecer.
Como o próprio nome diz, o CCZ é um órgão que atua no controle das zoonoses (doenças que podem ser transmitidas de animais ao homem). A apreensão de animais em condições de maus tratos só ocorre depois que a autuação – advertência – é seguida de uma multa. Essa penalidade só é aplicada se for constatado pelo CCZ, depois de 15 dias da primeira autuação, que o animal continua sendo maltratado.
Equinos
Apesar da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal ter informado que a maioria das multas aplicadas por esse motivo – cujos valores vão de R$ 50,00 a R$ 3.500,00 – referem-se a proprietários de animais de pequeno porte, donos de cavalos usados como tração de carroças correspondem a boa parte deste número.

Em abril deste ano, o Jornal da Cidade mostrou a história do cavalo “Cacique”. Ele foi tirado de seu proprietário e resgatado por membros da organização não-governamental (ONG) VidaDigna de Bauru após cair com fortes dores em frente a uma casa de produtos agrícolas na rua Monsenhor Claro, em março deste ano.
Ele puxava uma carroça que transportava materiais recicláveis entre Bauru e Arealva. Em suas patas, ao invés de ferraduras, pedaços de borracha aplicados com pregos enferrujados evitavam o contato do casco com o solo. Isso resultou em graves ferimentos.
“Cacique” passou por tratamento na clínica veterinária da Universidade Paulista (Unip) de Bauru e se recuperou, mas nunca mais poderá ser montado novamente. O desfecho dessa história foi acompanhado em um termo circunstanciado instaurado pelo delegado Dinair José da Silva, titular do Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais de Bauru. “O Cacique não voltou para o seu dono, foi doado a outra pessoa”, revelou o delegado.
Na última segunda-feira, a equipe de reportagem do JC testemunhou outro caso de maus tratos a um equino, chamado “Fuzil”, que está sendo acompanhado pelo CCZ. Mas quantos outros animais como este estão debilitados neste momento em função de maus tratos? As ONGs de defesa dos animais já não conseguem atuar da forma como gostariam diante de tantos casos e da falta de estrutura do município para lidar com isso.
• Serviço
O Distrito Policial de Crimes Ambientais, que fica na avenida Comendador Daniel Pacífico, 2-117, Vila Martha, deve ser acionado em casos de maus tratos a animais. As denúncias podem ser feitas anonimamente através dos telefones (14) 3238-7377 e (14) 3238-5151, ou ainda pelo e-mail dp01bauru@policia civil.sp.gov.br.

Machucado e muito fraco, cavalo precisou de atendimento na rua
Por volta das 14h30 da última segunda-feira, a equipe de reportagem do JC foi chamada para “tentar auxiliar” no resgate de um cavalo que caiu, fraco e com diarreia, ao carregar uma carroça no cruzamento das ruas Doutor José Ranieri e Pedro Bertolini, no Jardim Marambá.

No local, uma situação deplorável que escancara a falta de estrutura do setor de Saúde com relação a políticas públicas para auxiliar na fiscalização e socorro de animais em situação de maus tratos.
“Fuzil” se entregou e deitou. No local já estavam funcionários do CCZ, policiais militares e Ricardo Ferreira Barude, 43 anos, proprietário do animal.
“Esse cavalo não estava assim ontem. Eu cuido dele. Mas não tenho condições de pagar por tratamento veterinário. O pessoal do CCZ perguntou se eu tinha condições de pagar pelo tratamento, eu disse que não, e disseram que o cavalo ia morrer aí. Eu sei que o lombo dele está machucado, mas não tenho dinheiro para comprar uma cela adequada”, justificou Ricardo.
A situação dele não é diferente da de muitos carroceiros na cidade, que precisam do cavalo para tracionar uma carroça e ganhar o seu sustento apanhando recicláveis e entulhos diversos.
“Eu pego entulho e com esse dinheiro sobrevivo como dá. Alimento bem o cavalo e preciso dele para o meu sustento. Ontem mesmo ele carregou seis carroças de entulho”, acrescentou Ricardo.
Flávia Ancelmo Franzoi, moradora do Jardim Marambá, viu quando Fuzil caiu no local e acionou a Polícia Militar. “Ele não pode tirar esse cavalo daqui enquanto não for medicado. Nós ficamos com as mãos atadas porque não sabemos o que fazer. Ninguém quer recolher o animal.
O veterinário do CCZ, Mário Ramos, analisou a situação em que o animal se encontrava: com vários machucados no lombo, fraco e aparentemente desidratado.
“O dono será autuado por maus tratos e daqui 15 dias iremos ver em que condições este animal estará. Se ainda estiver sob maus tratos, o dono será multado e posteriormente poderá perder a guarda do animal”, explicou Mário.
O que fazer?
Como Bauru é carente de políticas públicas relacionadas a animais, fica difícil saber quem acionar quando uma cena de maus tratos é presenciada. Em janeiro deste ano, o JC noticiou que o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comudpa) foi criado, mas nunca saiu do papel.

O Comudpa, conforme prevê a lei, é um órgão colegiado, de caráter consultivo e deliberativo, com o objetivo de elaborar políticas públicas de proteção aos animais. O órgão deve ser composto por 14 membros, entre eles representantes de secretarias da Saúde, Meio Ambiente, Educação, Ibama, Cetesb, sociedade civil, de três universidades, Conselho Regional de Medicina Veterinária e de entidades de proteção animal/ambiental. Mas até hoje, nada foi feito para que funcionasse efetivamente.
A advogada e membro da ONG VidaDigna, Jacqueline Didier critica a falta de políticas públicas para esse tipo de atitude. “O CCZ diz que não recolhe, a Emdurb não fiscaliza, então ficamos perdidos. O CCZ deveria recolher esse animal, já que foi constatado maus tratos. Esse animal não deveria estar nas mãos do dono”, opinou Jacqueline, sobre o cavalo “Fuzil”.
Na verdade, a melhor opção e também a mais correta é acionar o DP de Crimes Ambientais. O delegado titular do DP, Dinair José da Silva, ficou surpreso ao saber do ocorrido em relação a este cavalo.
“Tanto a PM quanto o CCZ poderiam ou deveriam ter registrado o boletim de ocorrência, já que os maus tratos foram constatados pelo veterinário. Eu entendo que o CCZ é um órgão capacitado que deveria recolher esses animais. Se tivessem nos acionado, talvez esse cavalo não teria nem voltado para as mãos do dono”, revelou Dinair.
A equipe de reportagem do Jornal da Cidade apurou e constatou que nem o CCZ e nem a PM registraram o boletim de ocorrência (BO) de maus tratos. Mas mesmo sem o BO, o DP de Crimes Ambientais vai apurar o caso, como foi feito para a situação do cavalo “Cacique”.
De acordo com Dinair José da Silva, o inciso 3º do artigo 3º da lei municipal 4.286, que trata da disciplina do CCZ de Bauru, é explícito quando se trata de apreensão de animais vítimas de maus tratos. “A lei diz que será apreendido todo e qualquer animal submetido a maus tratos”.
Fica a questão no ar: se foi constatada a situação de maus tratos no cavalo “Fuzil”, atendido na última segunda-feira em plena rua, porque não apreendeu? Segundo Mário Ramos, veterinário do CCZ, é preciso cumprir as etapas: autuação, multa e apreensão.
Desfecho
Após a chegada de funcionários do CCZ e da Polícia Militar no local em que o cavalo “Fuzil”, de 3 anos de idade, caiu, uma discussão se instalou. Ele continuava fraco, mas conseguiu se levantar. Por fim, o CCZ resolveu doar os medicamentos necessários para o cavalo, se houvesse alguém para aplicar as injeções.

“Nós ficamos com dó do animal, mas cuidar dele não é tarefa do CCZ. Nós trabalhamos para o controle de zoonoses”, frisou o veterinário Mário Ramos.
Como Ricardo Ferreira Barude, proprietário de “Fuzil”, conhecia um tratador de cavalos, a Polícia Militar (PM) se propôs a buscar o medicamento no CCZ e o colega de Ricardo.
Minutos depois eles retornaram. Foram doados quatro litros de soro, um antibiótico e dois anti-diarreicos, que também possuem vitaminas em sua composição.
Somente com um sorriso no rosto e muita boa vontade, Ataíde Mariano Silva preparou o soro e aplicou em “Fuzil”. O animal começou a melhorar instantes depois. “Eu aprendi a cuidar de cavalos desde os meus 10 anos de idade. Meu pai já cuidava, meu irmão também e acabei aprendendo. Sempre ajudo o pessoal da comunidade”, disse Ataíde.
Flávia Ancelmo, que ligou para o JC para contar sobre o caso, fiscalizou os cuidados a “Fuzil” e no início da noite de ontem contou como se deu o desfecho do caso.
“Eu fiquei muito feliz porque ontem (anteontem) às 23h o cavalo ainda estava lá descansando. Hoje (ontem), por volta das 6h eu e meu marido fomos lá ver e ele já tinha sido levado, mas a carroça ficou. Pelo menos ele não foi levado tracionando a carroça”, disse Flávia, mais aliviada.
Nem o Centro de Controle de Zoonoses e nem a PM confirmaram se registrariam boletim de ocorrência por maus tratos sobre o caso, apesar da situação ter sido constatada pelo veterinário Mário Ramos. O fato seria registrado apenas no talonário policial, para controle de ocorrências atendidas durante o dia.
Regulamentação de carroças: no papel
A situação envolvendo maus tratos a animais, mais especificamente cavalos, reacende a antiga discussão sobre a regulamentação das carroças, que deveria estar sendo feita pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) desde 2010. Com base na legislação municipal, o artigo 21 do decreto de lei nº 11.213 de 15 de abril de 2010, diz: “Os animais utilizados nos veículos de tração animal serão vistoriados, cadastrados e fiscalizados pelo Centro de Zoonoses”. A fiscalização da regularidade das carroças cabe à Emdurb.

Já o inciso 1º do artigo 22 do mesmo decreto explicita: 1 – “No ato do cadastramento do animal deverá ser apresentado: declaração e comprovação da propriedade do animal por meio de documentos ou de duas testemunhas que possam atestá-la; 2 – Apresentação de comprovantes de aplicação de vacinas obrigatórias cuja espécie seja abrangida por normas do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Secretaria da Agricultura do Estado; 3 – Apresentação de cópia do Imposto Territorial Rural ou Urbano (ITR) ou (IPTU) da propriedade localizada para a qual o animal será obrigatoriamente destinado quando não em trabalho”.
Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, desde então apenas um carroceiro conseguiu se cadastrar. E até ontem, nenhum foi autuado por irregularidade.
Unip de Bauru e Unesp de Botucatu oferecem atendimento
A equipe de reportagem do JC pesquisou e não encontrou nenhum local específico que acolha cavalos e outros animais de grande porte em situação de maus tratos. Mas a clínica veterinária da Universidade Paulista (Unip) e o Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu oferecem atendimento de baixo custo, dependendo da condição socioeconômica do proprietário do animal.

O Hospital Veterinário da Unesp possui uma viatura para recolha de animais de grande porte em caso de necessidade de atendimento, mas não para resgate de animais abandonados.
“Nós fazemos uma triagem quando o animal chega. É analisada qual a situação financeira do proprietário e quanto ele pode pagar pelo atendimento e tratamento do animal. Atendemos diariamente em horário comercial e aos finais de semana”, disse o professor Luiz Henrique de Araújo Machado.
Já a Unip de Bauru não possui viatura de recolha, mas oferece o atendimento se o proprietário não tiver condições de pagar por ele. O funcionamento da clínica na universidade é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Fonte:
blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Filhote de urso adotado por família eslovena vai para abrigo após fim de "sequestro"

Animal irá para um lar de ursos órfãos na Romênia

O ursinho Medo se tornou famoso após ser adotado por uma família da Eslovênia 
e fazer amizade com o cão da casa
Crédito Imagem: Montagem/Reuters

Um filhote de urso-pardo selvagem, que foi adotado por uma família na Eslovênia e depois teria sido "sequestrado", reapareceu e foi enviado a um lar para ursos órfãos na Romênia.
O filhote macho encantou o país após fotos do bicho abraçando o cachorro da família adotiva e brincando na mobília terem sido publicadas pela mídia nacional.
Seus donos queriam construir um cercado permanente para ser a moradia do animal mas foram persuadidos de que ele se tornaria grande demais e perigoso, e deveria ir viver em um abrigo para ursos.
Mas, antes que o filhote pudesse ser retirado da casa, ele desapareceu, conta Johanna Stadler, diretora da entidade beneficente de proteção a animais Four Paws (Quatro Patas, em português).
- Um dia antes de nossa equipe de especialistas chegar (à casa da família), seu cercado foi invadido e o filhote de urso foi sequestrado.
A entidade ofereceu cerca de R$ 2.454, em recompensa pelo retorno do urso, e a polícia se envolveu no caso.
O filhote acabou sendo recuperado, trazido por um jovem que disse tê-lo encontrado.
Segundo a polícia, o desaparecimento (e possível roubo) do urso continua sendo investigado.
Urso "entrou no quintal"
O filhote, apelidado de Lucky (do inglês sortudo), ou simplesmente Medo (palavra eslovena para urso), tem hoje cerca de cinco meses de idade.

Fonte:
R7/Entretenimento/Bichos/Notícias
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