terça-feira, 1 de março de 2011

Como lidar com miados em excesso


Por que os gatos miam?

Apesar de serem animais independentes, os bichanos também são muito comunicativos e o miado é uma das formas de comunicação deles com outros animais e com seu dono. Gatos idosos podem miar quando se sentem desorientados. Aqueles que fazem dietas miam com mais insistência para pedir alimento. Conforme a relação se estreita entre o felino e dono, eles passam a miar de forma diferente ou adotar uma postura para cada situação: chamar a atenção, comer, sair de casa, abrir uma porta, carinho ou até mal estar. Você aprende a identificar os miados e fica bem treinado em satisfazê-lo!

Necessidades básicas
Tenha uma regularidade no que diz respeito aos horários de alimentação do gato. Dê comida no horário e não quando ele pede.

Mantenha vários potes de água limpa e fresca todos os dias, mantenha as caixas sanitárias sempre limpas. Não espere seu gato reclamar para fazer isso!

Lembre que os gatos, também gostam de brincar, conviver e interagir com seus donos, e exigem tempo e atenção. Providencie para que o ambiente onde o bichano vive seja estimulante, com brinquedos, caixas de papelão, prateleiras e locais onde ele se sinta seguro, mesmo quando você está fora de casa ou recebe visitas.

Reforço e bronca
Conhecer os diferentes miados e as necessidades do seu gato é algo bom. Ruim é você ter que obedecê-lo quando ele exige!

Se você abre uma porta, ou enche um pote com ração, por que o felino está miando ele aprende que deve miar quando quer algo, por que você obedece! Apenas ignorar os miados faz inicialmente que os miados aumentem, e é provável que você não aguente isso por muito tempo. Aqui entra a bronquinha: borrife água no focinho do momento em que o gato começar a miar (evite que entre água nas orelhas pois pode causar otites). Não olhe muito menos fale com o bichano. Isso é muito importante, para que gato não receba atenção durante o comportamento e para que evitar que ele fique desconfiado ou com medo do dono.

Reforce outros comportamentos para chamar sua atenção que não os miados. Por exemplo, quando ele senta perto de você e te olha ou quando te toca levemente com a pata. Quando ele fizer isso mesmo que não possa atendê-lo, olhe, converse e faça carinho nele.
Quando puder brincar, pegar no colo e acariciá-lo, faça-o com o gato em silêncio. Nunca acaricie ou tente acalmá-lo se ele estiver miando. Estas atitudes são tão importantes quanto a bronca.

Miados noturnos
Alguns felinos adoram trocar o dia pela noite e querem brincar durante a madrugada! Outros gatos miam sem parar se forem colocados para fora do quarto. Nestas situações procure fazer uma seção de brincadeiras bem no início da noite. Estimule o bichano a correr e a se exercitar bastante, para ficar bem cansado e dormir com mais facilidade.

Outra dica, é deixar um aspirador de pó na posição ligado, para fora do quarto e apenas o fio para o lado de dentro com a porta fechada. Assim, quando o gato começar a miar você liga o aspirador na tomada. O aspirador é quem acaba dando a bronca sem que o felino veja o dono.
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Texto: Claudia Terzian adestradora e consultora de comportamento da equipe Cão Cidadão

Revisão e Edição: Alex Candido

FOTOS CURIOSAS DO MUNDO PET

Seleção de imagens da semana #37

Cães ganham coleira com guarda-chuva nos EUA

Produto permite passear com animal mesmo em dias chuvosos.Invento custa US$ 30 em loja online nos Estados Unidos.
Cheiro de cachorro molhado não é mais problema, pelo menos segundo os criadores desta coleira vendida em uma loja online nos EUA.
O invento traz um guarda-chuva acoplado, que permite passear com o cão sem expor o animal à água da chuva.
O produto é vendido por US$ 30 na Hammacher Schlemmer.
(Foto: Divulgação/Hammacher Schlemmer)

Rottweiler cuida de gatos, aves e coelhos órfãos.

Dave, de seis anos, provou que mesmo sendo um
cão de guarda
tem muito amor para oferecer aos pets abandonados.
O cachorro já ajudou a cuidar de quatro patos, três gansos, pintinhos, cinco coelhos, 13 gatos e cinco cachorros.
Crédito: Reprodução/ Daily Mail.
A raça Rottweiler é famosa por render bons cães de guarda. O que poucos poderiam imaginar é que os animais também são muito protetores, a ponto de, inclusive, tomar conta de criaturinhas sensíveis como coelhos, aves e gatos.

De acordo com o jornal Daily Mail Dave, um exemplar de 60 kg da raça, tem um instinto paterno bastante desenvolvido, o que permite que o grandalhão cuide de animais órfãos trazidos por sua dona. Em entrevista à publicação a britânica Amanda Collins disse que descobriu o dom do cachorro depois que trouxe um coelho abandonado para casa.

“Dave simplesmente se aproximou do coelho e começou a lambê-lo”, contou Amanda, que é dona de um pet shop em Blackpool, Inglaterra. Desde então o Rottweiler já cuidou de quatro patos, três gansos, uma infinidade de pintinhos, cinco coelhos, 13 gatos e cinco cachorros, entre filhotes e adultos.

“Eles construiram uma forte ligação. Hoje em dia eles dormem juntos e até dividem sua ração”, contou a britânica sobre Dave e os pets órfãos que abriga. A britânica disse ainda que o cuidado do cachorro com seus amigos órfãos é tão grande que já viu o grandalhão dentro da piscina que providenciou para os patos só para salvá-los quando estavam prestes a se afogar.

Apesar de ter tido uma infância traumática, uma vez que seu primeiro dono amputou seu rabo, Dave cresceu com bom humor e vive feliz com sua nova dona. E todo o carinho e afeto do animal acabam de ser reconhecidos em um concurso que o escolheu como “Cachorro mais Inspirador do Reino Unido”. Segundo sua dona, o prêmio auxilia a desmistificar a fama de agressivos e violentos dos Rottweilers.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Por que os gatos ronronam?

Especialistas em felinos explicam que os gatos ronroram para manifestar prazer, dor, submissão e até medo.
Os gatos ronronam quando estão à vontade e confortáveis

Assim como os cachorros, que por meio do seu latido e rosnados comunicam diversas mensagens importantes para sua matilha, o ronronado também exerce papel semelhante. Essa foi a constatação do veterinário Bruce Floge, autor do livro The Cat’s Mind, que contou ao site Pet Place quais são algumas das aplicações do ronronado.

Segundo o especialista a principal delas é estabelecer comunicação entre o filhote e sua mãe durante a amamentação. Isso porque no processo, é impossível mamar e miar ao mesmo tempo. Já a partir do segundo dia de vida do gatinho é possível ronronar e mamar sem que haja ruído na “conversa”.

Existem uma série de teorias que explicam como o ronronado acontece. Uma delas diz que o processo envolve a ativação dos nervos dentro da caixa de voz. Estes sinais nervosos causam a vibração das cordas vocais enquanto que o diafragma atua como uma bomba, empurrando o ar dentro e fora das cordas vibrantes, criando assim um zumbido musical.

Além dessa parte mecânica, em seu livro Feline Husbandry, o veterinário Neils C. Pederson defende que o ronronado começa com um sinal do sistema nervoso, o que significa que a atitude é voluntária, ou seja, o gato ronrona quando quer.

Uma pesquisa recente revelou ainda que o ronronado está relacionado à liberação de endorfina no cérebro. Uma vez que a substância é liberada tanto em situações de prazer quanto nas de dor e nervoso, isso explica porque os gatos ronronam em ambas as situações.

Interpretando os ronronados
Vale lembrar ainda que além dos gatos domésticos, felinos selvagens como pumas e leões da montanha também são capazes de ronronar pelos mesmos motivos. Outro ponto importante revelado pelos especialista é que o significado do ronronado muda ao longo do tempo.
Quando mais velhos, o som pode indicar conforto e prazer, mas também pode indicar animais assustados ou até doentes. Não é incomum também gatos que quando estão perto da morte ronronarem. Segundo os veterinários o quadro equivale a ansiedade ou estado de euforia antes da morte comum em muitos seres humanos em fase terminal.

Em um grupo de gatos que passam por uma situação de estresse muito grande também há a presença do ronronado. Nesse sentido a atitude equivale a tentativa de um confortar o outro, da mesma forma que os humanos fazem ao cantar para as crianças antes de dormir.

Já os gatos solitários e assustados podem ronronar para indicar que não têm más intenções e que não oferecem risco aos demais. O ronronado pode significar ainda que o bichano deseja se aproximar para interagir e brincar com os outros colegas.

Como cuidar de cães recém-nascidos

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No artigo anterior falei sobre como cuidar de cães velhinhos e o que fazer quando eles morrem. Pois bem, não é só no dicionário que a morte vem antes da vida. Mas a vida continua. Hoje é a vez de falarmos dos caninos quando chegam ao mundo, especialmente se precisarem de ajuda humana.

Primeiro, o mais urgente:
um guia geral de como recolher e cuidar dos peludinhos que aparecem em nosso caminho, abandonados na rua, cabendo a nós a função de pai e mãe. Em seguida, não custa nada - pelo contrário, é até bom
- darmos uma assessoria às ninhadas caninas que tivermos no aconchego do lar, especialmente se forem muitos filhotes.

Filhotes encontrados na rua
Para começar, uma ligeira cronologia. O período mais crítico são as primeiras quatro semanas de vida do bicho: ele perde o cordão umbilical por volta do terceiro dia de vida, abre os olhos entre dez dias a duas semanas, ganha os primeiros dentinhos em 30 a 40 dias. E precisa de alimentação a cada duas horas na primeira semana de vida, caindo para três horas nas duas semanas seguintes e quatro na quarta semana.
(Isso mesmo, dormir para quê?
Mas, tal como com nossas crias humanas, perder sono é um preço pequeno a pagar pelos resultados.)

Como lembrei em outro artigo, o crescimento dos caninos não é linear como o dos humanos: os peludos ficam adultos em um ano, e na primeira infância seu peso chega a aumentar 10% ao dia! Daí eles precisarem se alimentar muito bem, e com frequência, nas primeiras semanas de vida.
Se o filhote for realmente pequetitico, a primeira coisa a fazer é o teste de sucção, colocando-lhe um dedo na boca para ele "mamar". Caso ele não mame, poderá estar debilitado a ponto de necessitar alimentação intravenosa. Corra então ao veterinário - e aproveite para verificar se o bicho não tem alguma fratura ou problema de pele.

Providencie também itens como muitas toalhas grandes e pequenas, termômetros portáteis e de parede (para medir as temperaturas do bicho e do ambiente), fio dental, uma balança pequena, seringas sem agulha, muitos jornais velhos (para o bicho usar como banheiro) e muitos sacos para lixo. Fique de olho em sintomas como desidratação, diarreia, vômitos, choro contínuo e pouco aumento de peso; em caso de dúvida, procure o veterinário.

Ah, sim:
banho só a partir dos dois meses de idade, quando o sistema imunológico do canino contra afecções de pele já estiver desenvolvido. Antes disso, limpe o bichinho com uma toalha ou pano embebido em soro fisiológico; para o ânus e genitais, algodão com água morna; e, para limpar os olhos, solução de ácido bórico.

E o que o cão vai papar?
Mais uma comparação com seres humanos: o ideal nas primeiras semanas de vida é leite materno.
Se você tiver uma cadela adulta em casa, ela será uma excelente mãe adotiva para amamentar o peludinho

- além de cuidar dele, mantendo

-o limpo e aquecido (sempre me lembro de um editor com quem trabalhei e que saudou meu primeiro livro dizendo "vamos lamber a cria!"). Caso não tenha, evite leite de vaca integral e use leite desnatado morno. Dê-lhe leite na mamadeira até três semanas de vida, trocando então por papinha (especial para cães ou ração amolecida com água morna), substituindo a mamadeira aos poucos; na quinta semana ele já poderá

- e deverá - entrar na ração seca normal para cães.

Atenção:
lembre-se de que cão também é gente, mas nem tanto: nem pense em tratar seu bebê como humano a ponto de dar-lhe mamadeira colocando-o de barriga para cima, pois cão nasceu para se alimentar de barriga para baixo, de modo que o alimento não lhe invada os pulmões causando pneumonia ou até morte por asfixia.

Pode-se reforçar a mamadeira do filhote, com uma receita que li na Cães & Cia.:

200ml de leite com lactose, 50g de creme de leite, meia colher de manteiga e uma gema de ovo cru. Nham!

A passagem para a alimentação sólida irá coincidir com a primeira vermifugação; as vacinas esperam mais um pouco, aos 45 dias de vida. O quartinho do nenê peludo deve ser bem ventilado, porém sem correntes de ar;

para a hora de nanar, vai bem um cobertor térmico ou bolsa de água quente, com temperatura de aproximadamente 30 graus na primeira semana de vida e 24 graus até a quinta semana. Se você precisar usar estufa ou incubadora, não se esqueça de uma bacia de água para manter o ar suficientemente úmido.

Filhotes nascidos em casaAí fica mais fácil, mas é ideal ter à mão a parafernália que mencionei acima: toalhas, balança, jornais velhos, seringas e tudo o mais. E veja só: à medida que a mãe for tendo contrações para dar à luz, coloque os recém-nascidos de volta junto com ela, pois cuidar dos recém-nascidos relaxa a cadela e estimula as contrações para nascimento dos filhotes restantes.

Quando o trabalho de parto tiver terminado, dê à mamãe canina uma tigela de leite (pode ser também leite condensado e água com uma gema de ovo), como prêmio, carinho e estímulo para ela produzir mais leite.

Alguns filhotes nascem silenciosos demais e podem precisar do equivalente ao tapa no bumbum dos bebês humanos: uma boa esfregada com uma toalha rugosa ou mergulhos rápidos alternados em bacias de água fria e quente (só até o pescoço do peludo!) até ele começar a respirar normalmente, enxugando-o em seguida.

Caso não haja tempo de encher bacias (cada segundo conta para "trazer à vida" um filhote!), abra as torneiras de água quente e fria. Se isso não funcionar, respiração artificial pode resolver: coloque o cão deitado de costas, puxe-lhe a língua para fora e sopre suavemente em sua boca enquanto massageia seu peito; isto pode levar até vinte minutos. Caso o filhote esteja "entupido" de muco, use a seringa para removê-lo.

Pode acontecer de a mãe rejeitar um dos filhotes, por sentir que há algo errado com ele ou simplesmente por ele ser menos quentinho que os outros; experimente então aquecê-lo um pouco com um cobertor ou bolsa de água quente e devolvê-lo à mãe.

Ah, sim: evite que muita gente fique bulindo demais com o bichinho, para ele não se incomodar nem contrair doenças. Enfim, uma das melhores coisas da vida é tratar e salvar entes queridos, inclusive cães de estimação, especialmente na situação e idade em que eles mais precisarem. E, como diz aquele samba em que Billy Blanco brinca com o famoso poema de Coelho Neto sobre a maternidade, "é prova de juízo a gente por vontade padecer no paraíso".

Cão e cadela são coroados 'rei' e 'rainha' de desfile em Nova Orleans

'Casal real' vai participar do desfile 'Krewe of Barkus'.
Desfile é uma das atrações do carnaval de Nova Orleans.
Um cão e uma cadela foram coroados 'rei' e 'rainha', nesta sexta-feira (25), em Nova Orleans, nos EUA. O 'casal real' vai participar no domingo do desfile 'Krewe of Barkus', uma das atrações do carnaval da cidade americana, no qual os donos desfilam com seus animais de estimação. (Foto: Gerald Herbert/AP)