quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aprenda truques para dar remédio para seu bichinho

Ministrar remédios aos pets não é tarefa fácil. 
Por isso, elencamos dicas para te ajuda.


Crédito Imagem: Thinkstock
Medicamentos líquidos ou xaropes em geral
A dica é prestar atenção à dose ideal para a variação de peso do animal. O remédio deve ser dado com o uso de seringa, sempre posicionada na curva interna da boca, entre o maxilar superior e o inferior. Não vá com pressa. Acalme o animal, vá conversando com ele e, de forma ligeira, puxe o lábio, apoie o bico da seringa, mostre um petisco e o faça entender que esta é a recompensa. Pressione a seringa com cuidado, para que o remédio não vá para a laringe. É muito importante dar o remédio evitando ao máximo reações físicas, pois o pet corre o risco de machucar o pescoço ao tentar escapar.


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Medicamentos sólidos por via oral
No caso dos comprimidos, cápsulas ou drágeas, o ideal é selecionar um alimento que o pet gosta muito. Podem ser frutas, como a banana, ou petiscos molinhos, a exemplo do polenguinho. Quebre o alimento em três pedaços. Você precisa dar o remédio em três fases. O primeiro pedaço é puro, o segundo, escondido dentro do alimento, e, o terceiro, também sem nada. Para colocar o remédio direto na garganta, o procedimento é posicionar o animal de costas entre as suas pernas. Com o bichano de costas, levante a cabeça e introduza na garganta até ele engolir. Quando o animal não encara o dono, é menos provável que fique estabanado ou agressivo


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Remédios em pasta
Especialmente no caso dos gatos, o veículo mais indicado de remédio é a modalidade em pasta, cada vez mais popular no mercado. Como os gatos são desconfiados, os remédios em pasta dão uma tapeada neles, já que os felinos têm mania de checar tudo, ao contrários dos cães, que são mais incautos. Você passa na pata e o animal instintivamente lambe, sem que você precise negociar com ele. Há também as pastas tópicas, para passar nas costas.

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Medicamentos tópicos
Medicamentos tópicos são invariavelmente receitados pelos veterinários. No caso dessa modalidade, dos remédios absorvidos pela pele, dê prerência aos que vêm em spray ao invés das pomadas (não confundir com os remédios em pasta). Isto porque as pomadas são lambidas pelos animais e não se fixam bem. Além de atrapalhar o tratamento, isso causa irritação na pele. Outro problema das pomadas é que o remédio acumulado entre os dedos, no caso de ser aplicado nas patas, promove humidade com possibilidade de criação de fungos. Para os tratamentos simples, o único toque na hora de usar os sprays é não aplicar em contato direto com o corpo, o melhor é aplicar no algodão e espalhar. Depois de passar o remédio, é prudente brincar ou passear com o cachorro, o que ajuda o medicamento a agir. Mesmo o spray sendo uma opção que se fixa bem à pele, é bom não esquecer de recompensar o amigão depois.


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Medicamentos para o ouvido
Esse é um dos tipos de remédio mais complicados, pois os animais têm a sensação de desequilíbrio com os medimamentos líquidos para o ouvido. Depois da primeira aplicação, é difícil o pet deixar fazer a segunda. Nesse caso, também não tem muita negociação. O jeito é colocar o cão sobre uma mesa e fazer a aplicação usando focinheira. Há, porém, alguns medicamentos já disponíveis em gel, que são melhores, porque evitam justamente a sensação de desconforto que tanto assusta os bichos. Seja qual for a escolha, a sugestão é segurar as orelhas com firmeza, mas sem apertar, e levantar para pingar a dosagem. Depois, abaixe a orelha com gentileza e esfregue a cartilagem na base da orelha. Assim, o medicamento flui pelo canal auditivo.
Fonte:
entretenimento.r7.com/bichos/
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Cadela aprende a buscar cerveja na geladeira para dona na África do Sul

Além de cerveja, cadela busca os chinelos e cobertores.

A sul-africana Nicole Jennings ensinou sua cadela de estimação chamada “Kalula” a fazer várias tarefas. “Kalula” aprendeu, por exemplo, a abrir a geladeira e a pegar uma cerveja gelada para sua dona. Além disso, Nicole ensinou a cadela a buscar os chinelos e o cobertor e a tirar a roupa da máquina de lavar.

Nicole Jennings treinou 'Kalula' desde os dois meses de idade.

Cadela pega cerveja na geladeira para sua dona. 
(Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)

Nicole, que mora com seu marido Steve na Cidade do Cabo, na África do Sul, afirmou que treinou a cadela desde os dois meses de idade. Ela contou que “Kalula” é extremamente inteligente e aprende rapidamente. Segundo a mulher, a cadela consegue repetir as coisas 15 minutos depois dela mostrar.

'Kalula' entrega a cerveja para sua dona, Nicole Jennings. 
(Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)

'Kalula' tira a roupa da máquina de lavar.
(Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)

Fonte:
g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia
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Remédios

Por Camila Carnicelli - Médica veterinária
Só sob prescrição do Médico Veterinário!


A falta de conhecimento e algumas crenças populares levam muitas pessoas a medicarem por conta própria seu animal de estimação. Mas essa prática muitas vezes pode complicar ainda mais o quadro do animal e ainda, levá-lo à morte.
Alguns remédios humanos de uso comum podem fazer verdadeiros estragos em cães e gatos, por isso, sempre que o seu animal apresentar qualquer sintoma ou alteração comportamental, procure imediatamente um Médico Veterinário e não siga orientações de leigos mesmo que bem intencionados.
Os animais são diferentes de nós seres humanos quanto à digestão e absorção de substâncias e; muitas vezes, a dose de um medicamento que parece ser inofensiva a uma pessoa pode ser extremamente tóxica a cães e principalmente gatos que possuem alterações no metabolismo das drogas por deficiência de algumas enzimas hepáticas.
Medicamentos à base de diclofenaco, por exemplo, quando ingerido por cães, causam gastroenterites severas, podendo provocar úlceras hemorrágicas que se não tratadas a tempo, podem levar o animal a óbito em algumas horas.
O Ácido Ácetil Salicílico nos gatos, pode provocar vômito, depressão respiratória, febre, gastrite hemorrágica, entre outros sintomas.
Alguns animais, principalmente filhotes, podem ingerir medicamentos acidentalmente, por isso é importante manter remédios longe do alcance de animais domésticos.
Fonte:
bbel.uol.com.br/variedades/
Link:
http://bbel.uol.com.br/variedades/post/remedios.aspx

Primeiros socorros em cães e gatos

Por Wilson Grassi
Crédito Imagem: Shutterstock

Emergência? O que eu posso fazer?
Algumas situações críticas podem acontecer com nossos amigos animais. Quanto mais rápido forem socorridos, melhor, mas às vezes acontecem situações no meio da noite, aos domingos e feriados e a clínica veterinária que conhecemos pode estar fechada. Não devemos desistir de procurar ajuda especializada e enquanto algum familiar telefona para conseguir um endereço de um hospital 24 horas ou vai tirando o carro da garagem podemos iniciar os primeiros socorros.
Cada caso é um caso, então vamos separar por problema:

Vômitos e diarreia
Um vômito eventual não é preocupante. O problema são vômitos frequentes e sucessivos. Diarreia idem. Aqui vale o estado geral, se o animal está aparentemente bem, forte e com a face normal, apenas retire a água e o alimento de perto dele. Esqueça o soro em animais que estão vomitando, pois só vai ocasionar mais vômito. O melhor é o jejum total por algumas horas. Se além de vomitar o bichinho está tremendo e salivando, não perca nenhum minuto e corra a um veterinário, seu cão ou gato pode estar intoxicado.

Dores agudas
Quedas ou escorregões no meio da brincadeira às vezes acabam em fraturas ou torções doloridas. Lembre-se sempre de colocar uma focinheira antes de lidar com um animal com dor, pois ele pode ficar agressivo em razão disso e machucar você por instinto.
Nem pense em anti-inflamatórios de uso humano por conta própria senão, além da dor atual, você ainda vai ter que tratar uma gastroenterite medicamentosa e perigosa. Os anti-inflamatórios são preferencialmente injetáveis nos casos agudos, pois agem mais rápido e não passam pelo estômago. Tente carregar seu "paciente" movimentando-o o mínimo possível e se a dor não passar em alguns minutos, procure um veterinário.

Envenenamento, tosse, cortes, mordidas e perfurações

Crédito Imagem: Shutterstock

Envenenamento
Se você percebeu ou desconfia de um envenenamento por comprimidos ingeridos por acidente ou mesmo veneno de rato pode ser benéfico induzir o vômito o quanto antes. Entupir o animal de leite pode não ser a melhor alternativa. Fazê-lo beber água com bastante sal de cozinha é útil e provoca vômito, que diminui a absorção das toxinas. Cuidado para não exagerar e sufocá-lo. Após a tentativa do sal, quem tiver em casa carvão mineral pode diluir em água e também fazê-lo beber, já que o carvão absorve toxinas. Faça tudo isso, mas não perca tempo, corra logo ao primeiro veterinário disponível!

Crise de tosse
Aqueça o animal e obrigue ao repouso. Deixe-o um pouco no banheiro com o chuveiro elétrico ligado para que ele respire o vapor. Se não resolver, já sabe: veterinário.

Cortes ou mordeduras
Ferimentos perfurantes, como cortes em vidros ou metais e mordidas de outros cães ou gatos, podem provocar hemorragias e infecções. Se o machucado for pequeno e aparecerem apenas algumas gotinhas de sangue, limpe e aplique um antisséptico, como água oxigenada ou iodo.
Se for grande e/ou estiver sangrando muito, tente manter a sua calma e a dele.Coloque seu companheiro em um lugar limpo e fresco, se possível enfaixe e comprima suavemente a região. Evite a movimentação dele, transmita calma e segurança e corra ao veterinário. Qualquer tipo de ferida perfurante vai exigir uso de antibióticos específicos, aplicados ou receitados pelo veterinário. Desprezar este cuidado pode ser um erro e dias depois podem aparecer os chamados abscessos, que são acúmulos de pus debaixo da pele.
Nem todas as feridas perfurantes requerem pontos. Normalmente, pontos só são feitos com o animal anestesiado ou sedado e em ferimentos recentes. Ao examinar, o veterinário fará a avaliação do que é preciso.

Corpo estranho preso na boca
Parece brincadeira, mas já perdi a conta de quantas lascas de osso, espetinhos de churrasco, anzóis, barbantes e outras tranqueiras tirei de entre os dentes de cães e gatos.
Se você percebeu algo estranho preso na boca do seu amigo, pense duas vezes antes de pôr a mão lá, pois ele pode morder devido à dor. Segure as patas para que ele não piore a situação cutucando o ferimento e vá até a clínica. Pode ser necessária sedação para tirar o objeto de lá.
Não se esqueça de que quando falamos em primeiros socorros, é porque sabemos que existe a necessidade dos segundos socorro e que estes devem ser realizados pelo veterinário de confiança o quanto antes. Saiba por que você não deve aplicarremédios para humanos em cães e gatos.

Fonte:
/bbel.uol.com.br/variedades/post/p
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

EUA têm 'praias caninas

Praias e resorts para pets ganham popularidade no país.
Especialistas alertam para risco de intoxicação canina com água ou peixes.

Cão pega bola de tênis em onda na 'praia canina' de Huntington Beach, no estado americano da Califórnia, no domingo (11). As 'praias caninas' e os resorts para pet ganharam popularidade nos últimos anos nos EUA e podem ser achados em vários lugares dos EUA (Foto: AP)

Especialistas pedem aos donos que levem coleiras, material para limpar a sujeira e água fresca. Eles também alertam para o risco de intoxicação com água salgada ou peixes mortos (Foto: AP)
Fonte:
g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia
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Com doação, leão Ariel começa a receber tratamento inédito para tentar voltar a andar

Dimitri do Valle-Especial para o UOL Notícias-Em Curitiba

Crédito Imagem: Ilustração/Divulgação
O leão Ariel, criado em cativeiro no Paraná, vai passar por um novo tratamento inédito para tentar voltar a andar. O caso dele chamou a atenção de internautas de todo o país, que iniciaram uma campanha para tentar ajudar o animal a ser recuperar. Ele perdeu o movimento das quatro patas devido a uma doença degenerativa ainda desconhecida.
De acordo com uma das criadoras do leão, Raquel Ferreira Borges da Silva, Ariel vai ser submetido a um procedimento chamado plasmaférese –ele permite a troca de células sanguíneas que estejam prejudicando a imunidade do animal. "A técnica nunca foi testada num leão, somente em humanos", disse Raquel.
O tratamento será custeado por uma pessoa que viu reportagens sobre o leão e entrou em contato com a criadora de Ariel, que segue em terapia em São Paulo. O procedimento ainda prevê a implantação de células-tronco para regenerar os movimentos das quatro patas. De acordo com Raquel, a expectativa é iniciar o novo tratamento a partir da semana que vem.
Em uma semana, internautas quintuplicaram o número de membros da comunidade oficial sobre o leão no site de relacionamentos Facebook. O espaço foi criado para ajudar a custear o tratamento do animal. A página batizada de "Ajuda ao Leão Ariel", que tinha cerca de 7.000 membros até o começo da semana passada, registrava até esta terça-feira (12) pelo menos 33 mil admiradores, após reportagem publicada pelo UOL Notícias.
"Essas pessoas estão me mantendo forte e fazendo com que as coisas aconteçam. Eu não esperava tanto”, disse Raquel.
Até a semana passada, graças ao espaço virtual, foi possível custear cerca de R$ 30 mil em exames e compra de medicamentos. Uma fã do leão nos Estados Unidos custeou a vinda de uma equipe médica veterinária de Israel para examiná-lo. Segundo Raquel, muitas pessoas entraram em contato para fornecer material veterinário usado no tratamento.
Ariel nasceu em 2008 em Maringá, no noroeste do Paraná, filho de um casal de leões comprados pelos donos de um canil e centro de adestramento de animais localizado na cidade. O canil tem licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para abrigar o leão.
Em julho do ano passado, ele começou a perder os movimentos das patas e, desde então, exames têm sido feitos para detectar a doença. As primeiras dificuldades de locomoção começaram a ser sentidas após Ariel saltar para apanhar bexigas.
Ainda não se sabe o que causou o problema. "Não tem nada na literatura mundial sobre o que está acontecendo com o Ariel", disse o marido de Rachel, Ary Marcos Borges da Silva.
Hoje, Ariel passa a maior parte do tempo deitado, sem conseguir andar, e precisa do auxílio dos criadores e veterinários para prosseguir com os tratamentos de fisioterapia. Ele está em São Paulo, numa clínica para animais, fazendo nesta semana novos exames.
Fonte:
noticias.uol.com.br/cotidiano
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Curso de Veterinária vai além do cuidado com pequenos animais

Crédito Imagem: Ilustração/Divulgação

Tradicional e bastante procurado, o curso de Medicina Veterinária já é conhecido dos estudantes, porém nem todos sabem que a graduação vai além dos cuidados com animais domésticos. Existem outras atribuições, como controle de doenças, fiscalização de frigoríferos e até mesmo projetos ecológicos. Estados como o Rio Grande do Sul e Mato Grosso estão entre os que mais demandam profissionais e, com a expansão da pecuária, garantem um bom mercado para quem escolhe a carreira.
Entre as principais funções do veterinário, além de prestar auxílio clínico aos animais domésticos, estão a prevenção e o controle de doenças em propriedades rurais, a fiscalização de estabelecimentos que produzam, vendam ou exportem produtos de origem animal e a participação em projetos ecológicos para reservas naturais.
Uma das mais antigas do País, a faculdade de veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) existe desde 1923 e tem duração de 11 semestres. A forma de entrada é por meio do vestibular próprio da instituição. A seleção já chegou a ter cerca de 17 candidatos por vaga . Hoje, esse número gira em torno de 12, devido não à redução na procura, mas a um aumento do número de vagas disponíveis.
O coordenador do curso, Eduardo Bastos, acredita que essa manutenção do interesse dos estudantes se deve ao fato de que muitas regiões do Brasil têm áreas privilegiadas, pois contam com espaços de expansão para a agricultura e pecuária. “Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, temos o maior rebanho de carne vermelha do mundo e estamos crescendo, tudo isso gera demanda”, afirma.
Ao longo dos cinco anos e meio, são desenvolvidas algumas cadeiras tradicionais, como saúde animal e clínica veterinária, produção e reprodução animal, higiene e medicina veterinária preventiva, ecologia e produção do meio ambiente. Disciplinas de administração foram incorporadas ao longo do curso, caso da política econômica para a agricultura, que possibilita aos alunos recém-formados montar seu próprio negócio.
Bastos acredita que a maioria das pessoas tem a imagem do veterinário como aquele que cuida apenas de animais de estimação, porém existem outras áreas que são desconhecidas, mas fundamentais para todos. “Os trabalhos em saúde pública são menos conhecidos. A população desconhece que, nas suas refeições diárias, onde são usados produtos de origem animal, os médicos veterinários realizam um papel fundamental de fiscalização para que o produto chegue com qualidade na mão do cliente”, afirma. Para o coordenador, a profissão será altamente solicitada no futuro. “Os alimentos de origem animal, em breve, valerão mais que o petróleo, e serão essenciais para a sobrevivência humana. Aí vai entrar o papel do veterinário, pois será fortemente usado no abastecimento de proteína animal para os seres humanos”, salienta.
Mato Grosso atrai estudantes de outros Estados
O Estado de Mato Grosso é um dos locais do País mais propícios para a profissão, e isso é sentido no curso da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A graduação foi criada em 1992 e também tem duração de cinco anos. Existe uma grande procura, não apenas de estudantes do Estado, mas de outras localidades como Goiás e Tocantins. Essa demanda aumentou ainda mais com a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que utiliza o Enem como forma de ingresso. Hoje, jovens de Minas Gerais e São Paulo estão ingressando em maior número na universidade.
O coordenador do curso, Afonso Ludovico Sincok, acredita que essa grande procura se deve ao fato de que a universidade está entre as dez melhores faculdades de Medicina Veterinária do País, segundo o Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa (Inep). Outro diferencial é que o Mato Grosso possui o maior rebanho de corte do Brasil e tem uma produção industrial de peixes em grande escala, além das tradicionais áreas como apicultura e produção de leite. “É uma necessidade de profissionais grande, portanto os estudantes acabam ficando aqui no Estado”, afirma Sincok.
Lidar com animais de pequeno porte ainda é um dos maiores desejos de quem recém entra na faculdade. Porém existem grandes oportunidades em outros campos. Para o coordenador, a cadeia de produção animal é uma nova tendência do mercado. “Este profissional acompanha todo o processo de melhoramento genético, criação, alimentação e reprodução dos animais. Até os produtos derivados a serem servidos na mesa do consumidor”, afirma.
Paixão e empreendedorismo
Kiana Fagundes, 46 anos, atua há 18 anos como médica veterinária e optou por abrir o seu próprio negócio: uma petshop, que funciona há 13 anos na cidade de Porto Alegre (RS). Ela conta que, desde que cursava a faculdade, já pensava em abrir a sua própria empresa. “Assim eu poderia juntar a minha paixão de animais e o empreendedorismo, que é algo que gosto muito”, relata. Kiana trabalhou em diversas outra petshops, para depois poder rumar para uma empresa sua. Para ela, as experiências anteriores são fundamentais para que o negócio dê certo. Mesmo que os cursos atuais de veterinária tenham incorporado cadeiras de administração, ela acredita que a vivência no ambiente de trabalho ainda é fundamental. “Tem que ver a realidade primeiro”, afirma. Segundo Kiana, atualmente, montar uma petshop virou moda. Ela acredita que, para o negócio dar certo, é preciso realmente amar a profissão. “Não é fácil como parece, todo dia é uma correria, muitas vezes trabalhamos bastante, pois precisamos ficar de plantão. Se realmente quiser fazer isso, não pode ser porque quer ganhar dinheiro, tem que ter paixão pelo que faz”, afirma.
Fonte:
blogs.jovempan.uol.com.br/petrede
Link:
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/curso-de-veterinaria-vai-alem-do-cuidado-com-pequenos-animais/