segunda-feira, 14 de março de 2011

Cães também podem ser terapeutas

Que o cachorro é considerado o melhor amigo do homem, muitos já estão fartos de saber. A novidade é que os animais podem ser também bons . Na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais () de Santa Cruz do Sul essa habilidade dos cães começou a ser explorada recentemente para melhorar a qualidade de vida dos alunos. O projeto Cão Terapia teve início na semana passada e já mostra resultados positivos: o carisma do labrador cor chocolate conquistou a simpatia dos alunos que, aos poucos, perdem o medo de interagir com o animal. “Essa é uma raça que permite esse tipo de trabalho, pois quando bem adestrado, o labrador é capaz de colaborar para a melhora da autoestima das crianças”, observa a coordenadora do projeto, Maísa Teichmann Kersting.
Há três anos, Maísa utiliza os cães para auxiliar na de idosos, por meio de um projeto em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Na Apae, a professora vivencia sua primeira experiência com crianças portadoras de necessidades especiais. Segundo ela, o trabalho é benéfico para os alunos na medida em que desperta o amor incondicional, sem preconceitos; estimula a projeção dos sentimentos; facilita a distinção de problemas emocionais e cognitivos; aprimora a motricidade e auxilia na integração social. “Além disso, o contato com cães pode dar sequência às atividades praticadas em sala de aula”, sugere Maísa.
Parcerias
A Cão Terapia é apenas um dos muitos projetos que prometem movimentar a Apae neste ano. Na área do ambiente uma iniciativa denominada Patrulha Ambiental envolverá os alunos, a partir do próximo mês, em atividades de reciclagem, separação de lixo, cultivo de horta e limpeza de pontos da cidade. No campo do esporte, uma parceria com o Sesi possibilitará a participação das crianças no projeto Atletas do Futuro, que tem por objetivo desenvolver a prática esportiva por meio de ações socioeducativas. Além disso, as oficinas já existentes serão ampliadas: a ecoterapia agora ocorre duas vezes por semana, e o trabalho de artesanato deve ganhar novos moldes em breve.
O presidente da Apae, Edemilson Severo, adianta que a ideia é aprimorar as oficinas para cursos pré-profissionalizantes divididos em módulos que incluiriam aulas de confecção de joias e bijuterias. “Ao final de cada etapa, o aluno ganharia um diploma, como forma de estímulo para se preparar para o mercado de trabalho”, explica.
Severo salienta, ainda, a confirmação de importantes parcerias. As despesas contábeis da instituição estão sob responsabilidade do Escritório Contábil Haas, que assumiu a prestação dos serviços pelos próximos três anos. As casas-lar, então desativadas, serão locadas pela Prefeitura para abrigar um projeto da Secretaria de Assistência Social. A campanha Matemática pela Solidariedade terá a segunda edição em maio, quando serão encartados boletos bancários nas contas de luz para doações em favor da Apae e da Copame. A mobilização acontece, novamente, em parceria com o Banrisul e a AES Sul. A distribuidora de energia também será parceira na realização do Torneio de Golf Par 3, agendado para 2 de abril no Country Clube. Já o curso de Medicina da Unisc promoveu o Trote Solidário, que terá sua última ação hoje e amanhã, com o pedágio a pé nas ruas centrais de Santa Cruz em busca de doações para a Apae. “As parcerias são fundamentais em busca do modelo de entidade autossustentável e beneficiam as próprias empresas, que cumprem com o seu papel de responsabilidade social”, avalia.
Restruturação pedagógica
Atualmente a Apae atende 360 alunos e conta com 47 profissionais no seu quadro funcional. Conforme Severo, cada aluno custa para a entidade R$ 372,14 mensais apenas para serviços de educação, sem contar o suporte para a saúde. Do Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição recebe o aporte de R$ 12 mil por mês. “Mas se fôssemos receber pelo que produzimos, seriam R$ 82.144,00”, afirma.

Na direção da Apae desde o início do ano, Clarissa Pintaúde Hohlfeldt adianta a inclusão de oito novos alunos. Porém, esse número pode chegar a 20, já que 12 estão em avaliação. “Vamos reorganizar as turmas e restruturar o plano pedagógico para ir ao encontro da inlcusão. Por isso, vamos buscar assessorias para acolher também as famílias e as pessoas com deficiência que envelhecem na instituição, para as quais ainda faltam programas de apoio”, acredita.

Conforme Clarissa, as turmas da Apae são formadas em conformidade com a legislação e de acordo com a idade cronológica dos alunos, e não com a idade mental. Sendo assim, a educação infantil engloba crianças de 4 a 6 anos. Na escolarização inicial, onde são trabalhadas a alfabetização e o letramento, são inseridos os alunos de 6 aos 15 anos. Após os 15, os estudantes ingressam na escolarização para jovens e adultos, além de serem preparados para o mercado de trabalho. Para quem tem déficit intelectual mais avançado, existem programas pedagógicos específicos.

Cegueira e velhice: doenças como catarata também atingem cães

O tempo também passa para os animais e leva, aos poucos, a energia e vitalidade dos nossos amigos de estimação.
A visão doente é, muitas vezes, o primeiro sinal de que a idade chegou. Mas o veterinário Gustavo Gonçalves sentencia. “Cegueira é . Velhice não”.

Velhice e , portanto, não são sinônimos. O animal idoso tem os olhos opacos, azulados ou acinzentados sem que isso represente déficit visual bastante significativo.

“A nuclear de cristalino é o nome técnico para a vista cansada. Acomete todos os cães acima de 6 anos.

Os animais, assim como seres humanos acima dos 40 anos, apresentam certa dificuldade em localizar objetos pequenos, mas não saem batendo a cabeça nas paredes”, explica o veterinário.

Ocorrendo na mesma estrutura ocular, é importante diferenciar a esclerose, um processo natural do
do animal, da .

A catarata, assim como outras diversas doenças oculares, leva à cegueira. E pode gerar problemas que causam, além da perda de visão, desconforto ou dor.
Diferentemente do que ocorre com humanos, onde a catarata é uma patologia mais frequente em , em cães, a catarata não tem idade, sendo mais comum em animais jovens.
A doença não tem cura clínica a base de colírios, por enquanto. Seu é, infelizmente, exclusivamente cirúrgico. Por isso, é preciso ficar atento.

Animais ganham maior proteção com nova estrutura de delegacia em Campinas

Abrigo de cães da 1ª Delegacia de Proteção Animal

A Delegacia de Defesa e Proteção aos Animais de Campinas, primeira do Estado de São Paulo, está completando um ano. De presente, ganhou novo endereço e, agora, tem infraestrutura própria com três investigadores e até um escrivão.

Indícios de falsos veterinários, envenenamentos e tráfico de animais silvestres estão entre os principais alvos das ações da delegacia.
Segundo a delegada Rosana Mortari, a conquista foi um grande passo. "No primeiro ano estivemos voltados a apenas recolher e socorrer animais vítimas de maus-tratos", disse Rosana.
Não tínhamos sede própria, estávamos junto com o 4° DP [Distrito Policial], no Taquaral, e era necessário dividir os funcionários para todas as tarefas.
"Nesse primeiro ano de funcionamento da delegacia foram socorridos e recolhidos cerca de cem animais. Chegam em média à delegacia em torno de 15 denúncias por dia. Maltratar animais é considerado crime pela Lei 9.099, que legisla sobre causas de menor complexidade, mas pode render cadeia e aplicação de multa.
Ocorrências que envolvem cães e gatos são os mais corriqueiros, mas também há denúncias de maus tratos a cavalos, pássaros e até cabras. “Choca a frieza de como algumas pessoas lidam com os animais, totalmente alheias aos sentimentos deles”, afirma a delegada, relembrando alguns casos que chamaram sua atenção.
Um deles é o da pitbull Luna, encontrada totalmente desamparada em um imóvel abandonado. Por causa da sarna, não era possível reconhecer a cor verdadeira da cachorra. Luna foi socorrida e adotada por uma clínica veterinária, onde tinha se tornado a mascote. Mas foi envenenada por um desconhecido e morreu. “Ela foi vítima duas vezes”, disse a delegada.
Há também o caso do cavalo Cabide, vítima de maus-tratos por um carroceiro. Socorrido, o animal foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses de Campinas, mas o local foi assaltado e o cavalo sumiu. Algum tempo depois, Cabide foi encontrado pela rua e novamente socorrido.

Para Flavio Lamas, presidente do Conselho de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, a existência de um setor específico para a proteção aos animais mudou alguns conceitos. “Maltratar animal passou a ser crime de fato e um setor específico mostra o reconhecimento da importância dessa causa.”
Exemplos
Cidades como Sorocaba, Jundiaí e Ribeirão Preto também possuem um setor especializado para a proteção animal. Em Ribeirão Preto o local foi inaugurado em dezembro de 2010 e funciona junto com a Delegacia de Proteção ao Idoso. No total, são três investigadores e um escrivão.
O delegado, Norberto Bocamino, também acumula a função. No entanto, segundo ele, a estrutura tem sido suficiente para checar todas as denúncias. Ele disse que já precisou de mandado de segurança para entrar numa casa e resgatar um cachorro, pois o proprietário não deixou a polícia entrar.
Em todas as cidades, os setores contam com o apoio de ONGs, associações e veterinários voluntários para receber e abrigar os animais e também para preparar e emitir laudos.
Maria Fernanda Ribeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Campinas (SP)

sábado, 12 de março de 2011

Gatos e humanos têm relações mais complexas do que se pensava

O tipo de mantido entre homens e gatos pode estar mais próximo da inter-humana do que se pensava. É o que descobriram pesquisadores da Universidade de Viena. Segundo o estudo, publicado na revista especializada Behavioural Processes, a ligação entre gatos e seus donos depende diretamente da personalidade, e idade de ambos, dos sentimentos pontuais e do tempo de entre os dois – características verificadas nos relacionamentos entre seres humanos.

A pesquisa, desenvolvida na cidade de Viena entre 2005 e 2006, observou a relação entre 39 donos e seus gatos. Foram escolhidos todos os tipos de “amizades”: entre donos homens e gatos machos, mulheres e gatas, gatos e mulheres e homens e gatas. A maioria dos animais passava grande parte de seu tempo em casa, convivia bastante com o dono, e o tipo de relação era forte – “os gatos eram considerados amigos, membros da família ou ainda ‘filhos’ de seus donos”, diz o resultado de um questionário preenchido por cada participante.

Os pesquisadores descobriram que a relação entre os gatos e seus donos é baseada em um verdadeiro jogo de interesses; são relações complexas, em que há contribuições emocionais de ambos os lados. Por exemplo, se um dono faz carinho no seu gato quando este pede, depois terá “créditos” com o bicho, quase como se um devesse a retribuição do afago ao outro. E o gato irá recompensá-lo mais tarde.

Também constatou-se que o humor e a personalidade dos donos afetam a forma como o gato reage. Os animais conseguem sentir as variações de humor dos donos, e se recolhem ou se aproximam dependendo disso. Mas só dos donos. “Em nossos estudos, descobrimos que fatores como a abertura do gato às pessoas não são independentes”, diz a pesquisa. Embora não pareça, os bichos reagem de formas diferentes quando com estranhos.

Outros resultados mostraram que, curiosamente, gatos parecem se dar melhor com mulheres. “Nos relacionamentos com uma dona, o número de gatos que iniciam o contato físico é maior que nos relacionamentos de gatos com homens”, independente do sexo do animal. O estudo também aponta que donos neuróticos tendem a ter contato mais distante com seus bichos, ou seja, têm uma relação fria em que o gato sabe que aquela pessoa serve como provedor de alimento e não necessariamente o respeita.
A idade e a personalidade do animal também influenciam a relação.

Os pesquisadores de Viena pretendem aprofundar os estudos após constatarem que os mesmos tipos de comportamento não são observados em gatos que são criados mais livres – animais que vivem em casas com jardins, por exemplo, e que passam mais tempo longe dos donos.
Nesses casos, não foi constatado que fatores temporais, como o humor momentâneo do dono, pudessem ser levados em consideração pelo bicho. Ainda assim, eles estão seguros de que a relação entre dono e gato envolve certos tipos de interação que fazem um, de fato, entender o que o outro está sentindo, como antes só tinha sido verificado entre humanos.

Cadela se extravia e fica presa 22h na 1ª viagem aérea


Depois de quase 22 horas presa dentro de uma gaiola, conhecida como contâiner, em um vôo da companhia aérea Gol, a cadela poodle Kika, com 5 anos de idade, voltou aos braços de sua dona, a comerciante Lenir Muller, 54 anos, às 13h40 de hoje.
Após a conexão em São Paulo, a cachorrinha foi embarcada no avião errado, indo parar em Uberlândia. Na cidade mineira, de onde embarcou direto para Campo Grande.
Às 16h de ontem, Lenir colocou a cadelinha no container e a despachou no voo de Curitiba para Campo Grande, da Gol Linhas Aéreas. Como a empresa considerou o tempo de vôo curto, não pediu para sedar o animal. “Eu tive R$ 178,62 de despesas, mais a caixa, que custou R$ 45,00”, contou a comerciante, que chegou na Capital às 22h50 de ontem.
Ao tentar retirar o animal, ela foi informada que a cadela havia sido enviada, por engano, para Uberlândia (MG), a 894 quilômetros de Campo Grande.
Início - A comerciante foi até a capital paranaense buscar Kika. “Ela estava com seus filhotes e para eles se acostumarem ao ambiente, meus parentes levaram a Kika para Curitiba também”, contou. Ela ficou aproximadamente um mês longe de Campo Grande.
Os parentes levaram a cachorra de carro até Curitiba. Na volta, que foi ontem, a cachorra realizou sua primeira viagem de avião. E acabou percorrendo uma distãncia 1.788 quilômetros além do previsto, considerando-se as viagens de ida e volta de Uberlândia.
Extravio – Na viagem de volta, Lenir disse que seu voo fez conexão em São Paulo, onde trocou de avião. “Eu pedi para ver a Kika e funcionários da Gol me disseram que isso só aconteceria em Campo Grande”, contou.
A cachorrinha ficou presa na gaiola durante todo o percurso, desde as 16h de ontem e ficou sem água e comida. No container havia várias identificações e o destino final da “passageira”.
No momento em que uma funcionária da Gol trouxe o container, a cadela estava visivelmente estressada e mordia as barras de ferro da gaiola. Lenir, que estava acompanhada de sua filha Glice Muller, 27, disse que pretende ingressar com uma ação contra a companhia aérea. “Faltou responsabilidade deles”, comentou.
Porém, mesmo com a experiência das últimas 24 horas, Lenir, que possui cinco cachorros, não pensa em desistir de viajar com seus animais de avião. “Eu só espero que nunca mais aconteça isso, é muito doloroso”, lamentou.
A gerência da Gol não quis se pronunciar, dizendo seguir normas da empresa. No entanto, um funcionário da companhia acompanhou a cadelinha até um médico veterinário, que analisaria seu estado de saúde.
Processo – Em junho do ano passado, a Gol foi condenada a pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais a uma passageira por maus tratos aos seus animais. A 1ª Turma Recursal do Rio de Janeiro manteve a sentença em primeira instância da juíza Isabela Lobão dos Santos, titular do 20º Juizado Especial Cível, da Ilha do Governador.
Cintia Leisgold viajou de São Paulo ao Rio de Janeiro com um gato e um cachorro. No momento do embarque, ela foi avisada de que o voo partiria de outro aeroporto e que os animais seriam transportados para o novo local junto com as bagagens.
Na chegada ao Rio, percebeu que os animais estavam estressados, desidratados e com o batimento cardíaco acelerado.
Extravio – A bagagem, inclusive os animais, será considerada extraviada caso não seja entregue no seu ponto de destino. Quando isso acontece, deve-se procurar o balcão da companhia aérea para o preenchimento do RIB (Registro de Irregularidade de Bagagem).
O fiscal de Aviação Civil do DAC, localizado na Seção de Aviação Civil nos principais aeroportos brasileiros, deve ser acionado em caso de problemas.
Confirmado o extravio, a companhia tem um prazo máximo de 30 dias para a localização e entrega da bagagem.
Após esse tempo, o passageiro deve ser indenizado pela companhia. Como medida de prevenção, o passageiro pode declarar os valores atribuídos à bagagem, mediante o pagamento de uma taxa suplementar estipulada pela companhia. Neste caso, a empresa tem o direito de verificar o conteúdo da bagagem – e o valor da indenização é o declarado e aceito pela empresa.

Pets com manchas inusitadas.

Cães ostentam marca de coração.
Cão da raça Chihuahua nasceu em agosto de 2009
com uma mancha em forma de coração, no Japão.
(Foto: Toru Hanai/Reuters)
Em maio de 2007, o cão chamado 'Heart-kun' (algo como 'Coraçãozinho', em português), virou celebridade depois que uma emissora de TV japonesa mostrou imagens dele no ar.
(Foto: Reuters)

CURIOSIDADE: Filhote de ornitorrinco é adotado por santuário

Bicho foi pego em estado crítico em água salgada,
mas espécie vive em água doce.

Órfão, filhote agora se recupera em santuário australiano
Crédito: Healesville Sanctuary
O animal de apenas três meses pesava apenas 335 gramas, quando chegou ao santuário, na Austrália.

A fêmea foi encontrada flutuando em água salgada, sendo que o o bicho vive naturalmente em água doce.

Veterinários do local, chamado Healesville Sanctuary, acreditam que é possível que a mãe do bebê tenha morrido e o filhote tenha sido levado pelas águas, durante inundações.

A bebê ganhou o nome de "Yamacoona", que significa “espírito da água".

Esse mamífero, com um bico parecido com o de um pato, pertence à classe dos monotremados, ou seja, é um mamífero que bota ovos.